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Três Estágios da Adoração | Três Estágios da Adoração |
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| Escrito por John Piper | |
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Vejo três estágios no movimento em direção à experiência ideal de adoração. Podemos experimentar todas os três em uma hora, e Deus se agrada de todas elas, se forem de fato estágios no caminho da alegria plena nele. Irei mencioná-las na ordem inversa. “Vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e em verdade; pois são estes que o Pai procura para seus adoradores”.(Jo 4.23) 1. O ESTÁGIO FINAL DA ADORAÇÃO Nele sentimos uma alegria totalmente descontraída nas multiformes perfeições de Deus — a alegria da gratidão, da maravilha, da esperança, da admiração. "Como de banha e de gordura farta-se a minha alma; e, com júbilo nos lábios a minha boca te louva" (SI 63.5). Nesse estágio estamos satisfeitos com a excelência de Deus e transbordamos com a alegria da sua comunhão. É o banquete do prazer cristão. 2. O ESTÁGIO INTERMEDIÁRIO DA ADORAÇÃO Nele desfrutamos com freqüência, não sentimos plenitude, mas anseio e desejo. Já tendo degustado o banquete antes, lembramos da bondade do Senhor — mas ela parece distante. Pregamos à nossa alma que não fique abatida, porque temos certeza de novamente louvar o Senhor (Si 42.5). Porém, no momento, nosso coração não está fervoroso. Mesmo que isso não atinja o ideal de adoração e esperança vigorosa e sentida, ainda é uma grande honra para Deus. Honramos a água de uma fonte da montanha não apenas com o "ah" satisfeito depois de bebermos, mas também pelo anseio sedento de ser satisfeitos, enquanto ainda estamos na escalada. David Brainerd expressou o paradoxo: Ultimamente Deus tem se agradado em manter minha alma faminta quase constantemente, de modo que tenho estado cheio de um tipo de dor agradável. Quando realmente desfruto Deus, sinto que meus desejos dele são mais insaciáveis, e minha sede de santidade, mais intensa. 3. O ESTÁGIO INICIAL DA ADORAÇÃO Nele toda adoração genuína começa e aonde com freqüência retorna para um período escuro — é o deserto da alma que quase não sente nenhum desejo, mas mesmo assim recebe a graça do triste arrependimento por ter tão pouco amor. "Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença" (Sl 73.21, 22). E. J. Carnell aponta para esses mesmos estágios quando diz: Sabemos que se chega à retidão por uma de duas maneiras; ou por uma expressão espontânea do bem, ou pela tristeza espontânea por ter falhado. A primeira é realização direta; a outra, indireta. Adoração é uma maneira de refletir alegremente de volta para Deus o brilho do seu valor. Esse é o ideal. Deus com certeza é mais glorificado quando nos alegramos em sua magnificência do que quando somos tão pouco tocados por ela que quase não sentimos nada, e apenas desejamos fazê-lo. Mas ele também é glorificado pela faísca de alegria antecipada, que dá lugar à tristeza que sentimos quando nosso coração está morno. Mesmo em meio à culpa miserável que sentimos com nossa insensibilidade embrutecida, a glória de Deus brilha. Contudo, mesmo essa tristeza, para dar honra a Deus, tem de ser, em certo sentido, um fim em si mesmo — não que não deva levar a algo melhor, mas que deve ser real e espontânea. A glória que carecemos não pode ser refletida em uma tristeza calculada. Como diz Carnell, "a realização indireta está despida de virtude sempre que é transformada em alvo buscado conscientemente. Quem tenta lamentar-se deliberadamente jamais estará triste. A tristeza não pode ser induzida por esforço humano". 4.O INIMIGO MORAL DA ADORAÇÃO A meditação sobre a natureza da adoração que a revolta contra o prazer matou o espírito de adoração em muitas igrejas e corações. A noção difundida de que ações de elevada moral precisam estar isentas de interesse próprio é um grande inimigo da verdadeira adoração. Adoração é o ato moral mais elevado que um ser humano pode perpetrar; assim, a única base e motivação para ela que muitas pessoas podem conceber é a noção de moralidade como execução desinteressada do dever. Todavia, quando a adoração é reduzida a um dever desinteressado, deixa de ser adoração. Porque adoração é festa. Por isso, para honrar a Deus em adoração, não devemos buscá-lo desinteressadamente, por medo de vir a ter alguma alegria na adoração e assim arruinar o valor moral do ato. Em vez disso, devemos buscá-lo objetivando o prazer, do mesmo modo que um cervo sedento busca o ribeirão, precisamente pela alegria de ver e conhecê-lo! Adoração é nada menos que obediência ao mandamento de Deus: "Agrada-te do Senhor!" Virtude mal dirigida diminui o espírito de adoração. A pessoa que tem a noção vaga de que é virtuoso reprimir o interesse próprio, e que é errado buscar o prazer, dificilmente será capaz de adorar, porque adoração é a atividade mais hedonista da vida, e não deve ser arruinada com o menor pensamento de desinteresse. O grande impedimento à adoração não é que sejamos pessoas que buscam o prazer, mas que estamos dispostos a nos satisfazer com prazeres tão miseráveis. O profeta Jeremias o disse assim: “Meu povo trocou a sua Glória por aquilo que é de nenhum proveito. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai estupefatos, diz o Senhor. Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jr 2.11-13). Os céus ficam espantados e chocados quando pessoas abandonam rapidamente sua busca de prazer e se acomodam com cisternas rachadas. Fonte: Teologia da Alegria By John Piper |
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Qual foi um dos frutos que o martírio de Estevão produziu? A conversão de Saulo. At 22:20