| Quem Sabe Faz a Hora... |
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| Escrito por Ap. Jota Moura | |
“É o ser humano que faz a história e não a história que faz o ser humano” (Henri Massis)A história mostra que pequenos grupos, quando organizados e unidos podem trazer grandes mudanças na sociedade. Minorias mostraram um poder notável no passado e também no presente. Pensar que mudanças radicais só podem acontecer através dos poderosos e das maiorias é um erro. Um lamentável equívoco é considerar que a consciência humana é determinada pelas estruturas econômicas e sociais vigentes. A título de exemplos citamos: Os Anabatistas do século XVI na Alemanha, queriam a justiça do Reino de Deus na terra. Levantaram-se unidos contra a tirania das injustiças e opressões dos nobres, que exploravam os camponeses e os pobres da terra. Os Quakers dos Séculos XVIII e XIX nos Estados Unidos e na Inglaterra, uniram-se como inimigos da escravidão negra fundando várias sociedades anti-escravagistas. Os Metodistas do século XVII na Inglaterra, fundaram escolas e lideraram movimentos contra o analfabetismo e a exploração dos operários pelas indústrias. Na Revolução Gloriosa do século XVII na Inglaterra, houve uma participação intensa de evangélicos dissidentes. Lutavam pela democratização do poder político e redistribuição de terras e oportunidades iguais de atuação na vida econômica. Martin Luther King Jr. um pastor batista afro-americano do século XX, tinha um sonho e lutou pela igualdade dos direitos civis dos negros americanos. No novo milênio, Barack Hussein Obama, filho de um imigrante keniano, preparou-se, sonhou e conquistou a presidência de um país que em toda sua história foi presidido por brancas e ricas dinastias euro-americanas. Foi mais do que uma mera alternância de poder entre os Republicanos (conservadores) e os Democratas (liberais). Foi a grande virada política do novo milênio quebrando o secular paradigma da discriminação racial! Aqui vale relembrar a canção poética do nosso Geraldo Vandré: “Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.” Ficou provado mais uma vez, que o ser humano é agente da sua própria história. A pergunta da vez é, como se diz no popular trocadilho brasileiro: “E agora José?” Será que o presidente Obama conseguirá cumprir todas as suas promessas de campanha? Seria ingênuo pensar que sim. Outrossim, mudanças por certo acontecerão. E esperamos orando e supervisionando que sejam para melhor! Relembremos algumas das promessas que afetam as comunidades imigrantes, que nele votaram massiçamente. Barack Obama prometeu: O fortalecimento das fronteiras, a remoção de incentivos à entrada de ilegais no país, a legalização de imigrantes que pagam impostos e sem antecedentes criminais (apresentará projeto de lei no primeiro ano de seu mandato), carteira de motorista para todos os imigrantes, contrário às batidas do ICE, reforma do programa educacional prometendo educação gratuita para todas as crianças, apoio ao DREAM Act que prevê acesso à universidade e a legalização de estudantes indocumentados, retirada das tropas do Iraque de forma cuidadosa e gradual, usando da diplomacia para negociar com todos os países em conflito. É muito trabalho para pouco mandato. Porém, com o respaldo popular demonstrado nas urnas, ele conseguiu eleger-se com larga vantagem de votos e uma bancada confortável tanto no Senado como na Casa dos Representantes. Portanto, se tiver integridade e boa vontade terá grandes possibilidades! Há o renascer da esperança na população, com a possibilidade de uma nova política sócio-econômica. Que a mesma traga a quebra da recessão e a retomada paulatina do crescimento econômico. Que proporcione a multiplicação de oportunidades de trabalho para todos, especialmente das classes média e operária do país. Que cesse a perseguição indiscriminada de imigrantes indocumentados, que aqui vieram em busca de melhores oportunidades para a construção e um futuro melhor para si e seus familiares. Que se promulgue urgente uma anistia ampla a contemplar gente que não é terrorista, criminosa, falsificadora ou traficante. Apenas trabalhador ou trabalhadora que também ajuda a construir a grandeza desta segunda pátria que os acolheu prodigamente. Não esqueçamos, entretanto, que é preciso organização unida a começar das lideranças, especialmente das minorias imigrantes. Não esperemos favores dos que detém o poder. Se quisermos ter voz e vez nesta sociedade americana, precisamos nos estruturar com lideranças unidas e propostas bem definidas do que queremos alcançar como direito justo. Com o risco de simplificar por demais processos sociais, econômicos ou políticos extremamente complexos, concluímos com três propostas vitais a serem debatidas e equacionadas: 1) O pobre, o impotente e o imigrante não devem aceitar sua fatalidade sem protesto inteligente e vias de oposição transformadora; 2) Lembrem-se que a privilegiada minoria dos ricos que detém o poder, resistirá sempre compartilhar recursos e poder usando mecanismos de defesa nacionais e até internacionais para evitar mudanças no extrato social; 3) Trabalhem a criação de estruturas e canais de representação e diálogo efetivo, com aqueles que controlam as estruturas de poder na sociedade. Com esta agenda mínima como ponto de partida, qualquer grupo, por menor que seja, construirá o caminho do seu reconhecimento e será agente da sua própria história. Leia, participe, opine escrevendo para este colunista: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo Boston, Novembro 10, 2008 Jota Moura Rocha, maranhense, casado, convertido a Cristo em fevereiro 1963, ministro do Evangelho desde 1970, doutor em Teologia, advogado, filósofo, autor de várias obras literárias, presidente da CB’Shalom Internacional e da Basileia Apostolic Ministries, Inc., apóstolo membro da ICA-International Coalition of Apostles, presidida pelo Dr. Peter Wagner. Reside em Boston, MA – EUA, onde pastoreia com sua esposa, Rev. Dr. Regina Pinto Moura, a Shalom International Baptist Community of Boston. |
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A idéia organizacional é bíblica e foi implantada por Moisés no deserto sob a orientação de um sacerdote. Êxodo 18:13-26.