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Unidos Pela Nova Aliança PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Ap. Jota Moura   

 Unidos Pela Nova Alianca“Eis aqui vêm dias, diz o Senhor, e firmarei Nova Aliança (Novo Pacto) com a casa de Israel... esta é a Aliança que firmarei: Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei...” (Jeremias 31.31-34).

Um dos Ministros de nossa Comunidade perguntou-me mais ou menos isto: “Presidente, temos algum documento que assegure a união de nossas igrejas, que garanta que elas não venham a separar-se, para realizar independentemente seus trabalhos?” Refleti um pouco e respondi-lhe que sim. Temos documentos que definem e que asseguram a integração jurídico-administrativa das igrejas que integram a mesma Comunidade de fé e vida evangélica Shalom.

Porém, acredito que o nosso Deus ao decretar o surgimento da Comunidade Batista Shalom, honrou-nos com o alto privilégio de poder mostrar ao mundo, que a fraternidade e a unidade de Seus filhos, independe de política religiosa ou de tratados humanos. Há algo maior e mias sólido que nos mantém e nos manterá unidos, para a implantação do Reino de Deus na terra:

1. Pactuamos Ser Uma Só Igreja

A Comunidade Batista Shalom quando inicialmente era composta de sede e algumas Missões, votou um pacto de unidade fundindo-se numa só Igreja, em flagrante inovação à eclesiologia denominacional. Como foi possível fazer isso? O Espírito Santo levou-nos a uma experiência, olvidada pelo povo de Deus - A Experiência de Pacto ou Aliança.

A palavra Pacto não aparece sequer nos índices dos manuais de teologias. É estranho que tantos cristãos subestimem uma palavra que Deus enfatiza com tanta insistência! As Escrituras Sagradas são chamadas de Antigo Pacto e Novo Pacto. Todo o relacionamento de Deus com os homens é na base do Pacto. Foi essa Antiga Aliança que proporcionou aos descendentes de Abraão, o privilégio de serem chamados povo de Deus.

“Porque tu és povo santo ao Senhor teu Deus: O Senhor teu Deus te escolheu para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu, porque fosseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos”. (Deuteronômio 7.6-9).

Quando uma aliança é feita por iniciativa de Deus e na Sua presença, os pactuantes podem, sem saber, estar escrevendo um importante capítulo na história do Povo de Deus. São Mateus, liga em sua genealogia, Jesus Cristo a Boaz e Rute. Rute a moabita, só entrou para a árvore genealógica de Jesus Cristo, porque um dia fez um pacto com Noemi, fiel serva de Deus. Foi esse pacto que mudou a vida de Rute e a ligou irreversivelmente aos altos propósitos de Deus.

Algo que não foi humano, uniu nossa Comunidade num pacto sério diante do Deus Eterno. Num momento em que, divorciados de um sistema religioso falido, reuniu-se nossa Comunidade em torno de uma mesma mesa, comeu de um mesmo pão, bebeu de um mesmo cálice e fez do Pacto de Rute com Noemi, sua canção nupcial que jamais deverá ser esquecida:

“Não me instes para que te deixe, e me afaste de ao pé de ti. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, à noite, ali pousarei eu;  O Teu Povo é o Meu Povo, o Teu Deus é o Meu Deus” (Rute 1.16).

Como resultado desse pacto, as bênçãos  do Senhor começam a chegar através de Igrejas-filhas que surgem e se multiplicam para promover o Reino de Deus, e proclamar a glória do Senhor Jesus Cristo... Todas em unidade do Espírito e de fé, ostentando o mesmo nome de família: Comunidade Batista Shalom - CB’Shalom.

2. Seriedade De Um Pacto

Pacto, do ponto de vista de Deus, não é um contrato humano que se modifica ou se anula ao sabor das conveniências dos contratantes ou das circunstâncias de tempo e espaço.

Nos pactos entre Deus e Seu povo, ou mesmo entre irmãos, o fim é a consecução de um programa espiritual de consequências eternas; daí seu caráter de perenidade. A imutabilidade de um pacto vincula-se ao caráter do principal pactuante, daquele que dá o amém aos compromissos de Seus filhos, a saber, Deus. O Senhor leva muito a sério o compromisso assumido com o Seu povo:

“Mas Sião diz: Já me desamparou o Senhor e o Senhor se esqueceu de mim. Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta dele se esquecesse, eu, todavia me não esquecerei de ti” (Isaías 49.14,15).

Não somos obrigados a pactuar. No máximo somos impulsionados pelo Espírito Santo a assumir compromissos. A nós cabe a decisão de dizer Sim ou Não. Nos relacionamentos entre os filhos de Deus, não há evasivas dos velhacos , tais como: “talvez”, “quem sabe”, “possivelmente”, “eu não diria que não...” O Senhor Jesus, encarnação da Verdade, espera que nós, súditos do Seu Reino, sejamos pessoas que honrem seus compromissos:

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mateus 5.37).

Os pactos dos filhos de Deus não devem ser resultado de um momento de intensa emoção. Enganoso é o coração. Devem ser precedidos de oração, jejum, consulta ao Senhor, plena consciência das partes, de que o negócio procede de Deus. O Senhor não tem obrigação de abençoar nossa insensatez, mas se agrada de nossa prudência:

“Não te precipites com a tua boa, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras.. Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. O que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues” (Eclesiastes 5.2,4,5).

As obrigações de Aliança são tão sérias que não cumpri-las traz graves consequências. Este foi o pecado principal de Judas Iscariotes. Ele, primeiro participou do bocado de pão molhado com Jesus, e depois saiu e O traiu. Davi descreve isto profeticamente no Salmo 41.9:
 
“Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar”. Judas tinha culpa dobrada, porque primeiro comeu pão com Jesus, e depois o traiu.”

Paulo adverte aos cristãos em Corinto, sobre o perigo de participarem da Santa Ceia sem um compromisso sincero e solene de aceitar as obrigações que ela impõe, tanto em relação a Deus como em relação uns aos outros:

“Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o Corpo do Senhor. Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem” (I Coríntios 11.29,30).

Aqueles cristãos “não discerniam o Corpo do Senhor”. Não entendiam que, juntos na Celebração da Santa Ceia, estavam firmando um pacto uns com os outros, uma vinculação semelhante àquela que liga os ossos num mesmo corpo. Porque não honraram seu pacto, muitos deles eram fracos, doentes e alguns tinham morrido prematuramente.

O exemplo mais conhecido de uma pacto é o casamento. É um compromisso sério, feito entre um homem e uma mulher, diante de Deus, de compartilharem em todos os sentidos as suas vidas. É um compromisso “na felicidade ou na desventura, na doença ou na saúde, na riqueza ou na pobreza, até que a morte os separe”. O pacto de casamento cumpre-se independentemente de emoções, disposições ou circunstâncias. O que faz um casal viver junto por toda a vida, não é o compromisso legal. As legislações modernas desfazem o pacto conjugal através do divórcio, com a mesma facilidade com que o firmam por meio do casamento. É a honra, a confiança, o amor, a responsabilidade, a solidariedade que trazem perenidade ao matrimônio.

A Igreja do Senhor Jesus Cristo é o povo da Nova Aliança.  Primeiro, abdicamos de nossos compromissos com homens e sistemas babilônicos e unimo-nos irreversivelmente ao Senhor Jesus Cristo, Seu nome e seu Reino; em segundo lugar, comprometemo-nos uns com os outros em permanecer unidos como um só povo, um só rebanho, um só corpo em Cristo Jesus.

Não. Não temos unidade porque assinamos tratados humanos. Mas temos absoluta certeza, que nossa aliança traz o selo do nosso Senhor e Rei. A ligação que fizemos aqui foi ratificada lá:

“e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus...” (Mateus 16.19).

3. Consequências Da Quebra Do Pacto

Entre as nações do Oriente Médio, o sal é o símbolo histórico de lealdade e permanência. Antigamente, se alguém queria expressar um sentimento de amizade entre duas pessoas dizia: “Existe sal entre nós”. Significava que tinham comido juntos regularmente. Afirmar: “Ele comeu de meu sal” significava: “Sim, somos amigos íntimos”.

A troca de sal entre pessoas, significava tradicionalmente um voto de lealdade ou fidelidade para guardar sua palavra. A celebração de um pacto se selava, geralmente, compartilhando uma refeição; o sal estava sempre presente e era passado entre os participantes. Nosso Pacto ou lealdade a Deus e a Seu Povo, é celebrado através de uma prática de quase 2.000 anos de história, a participação de uma comida. A esta comida chamamos: Comunhão, Eucaristia ou Santa Ceia do Senhor.

Leonardo da Vinci pintou seu famoso quadro “A Última Ceia”, com a qual Jesus selou Seu Pacto com os discípulos. Ele representou cuidadosa e magistralmente o caráter de cada um dos discípulos. Nas melhores reproduções aparece tenuamente sobre a cabeça de cada discípulo, a auréola. Segundo a concepção mística da Renascença, a marca dos santos. O artista pintou Judas Iscariores destacando três coisas em especial: sem auréola, segurando a bolsa de dinheiro e derramando o sal sobre a mesa. Da Vinci entendia muito bem, já em seu tempo, a atitude bíblia com respeito ao sal. Judas, por não ter o selo do Espírito Santo (auréola) foi possuído pela ganância (bolsa), e derramou o sal, ou seja, quebrou o pacto. Morreu em consequência de sua infidelidade. Judas era religioso. E foi o seu compromisso com os antigos líderes religiosos, que o levou a trair o Senhor Jesus Cristo.

Quando a Comunidade Batista Shalom se reúne em torno da mesa da Comunhão, está reafirmando seu Pacto de Fidelidade a Deus e a seus irmãos. É relacionamento não apenas moral, mas intensamente objetivo e profundo. Os “entranhados afetos e misericórdias” de Filipenses 2.1, estão presentes.
Não apenas o quebrar o Pacto traz consequências sérias, mas também o esfriamento da relação pactual. Não podemos permiti jamais que nosso sal perca o sabor. Lembremo-nos da séria advertência do senhor:

“O sal é certamente bom; caso, porém, se torne insípido, como restaurar-lhe o sabor? Nem presta para a terra, nem mesmo para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lucas 14.34-35).

O sal sem sabor pode representar o pacto naquela fase apenas obrigacional, porque assinaram um documento conjunto. Nos negócios mundanos isso pode valer. Entre nós, não. Sim, meu caro irmão e obreiro do Reino, o que nos mantém e nos manterá unidos não é um tratado, mas a presença daquele que preside nossa Mesa, o Senhor Jesus Cristo. É o amor de Cristo que nos constrange à fraternidade, à unidade.

4. Nova Dimensão De Vida Comunitária Pelo Pacto

O próprio Senhor Jesus Cristo foi radical a respeito de nossos compromissos com o Reino de Deus. Os antigos sistemas religiosos, desqualificaram aqueles que desejam segui-lo:

“Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão na minha casa. E Jesus lhe disse: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o Reino de Deus” (Lucas 9. 61,62).

Aos peregrinos do Reino não lhe é permitido o retorno ao velho lar para supérfluas despedidas dos familiares. Eles agora têm um compromisso com a Família do Pacto. Nessa nova e grande família não há prioridade para o parentesco natural. A família espiritual tem primazia sendo simplificadíssima. Só há três elementos, Pai (Deus), Mãe (Nova Jerusalém - Gálatas 4.26) e os Irmãos (Filhos do Reino). Entretanto, há enormes responsabilidades para que conservemos nosso vínculo com a Paternidade de Deus e desenvolvamos ao máximo nossa fraternidade como irmãos e família de Deus.

Deus abençoa todas as iniciativas lícitas de seus filhos e através de Sua Palavra e Espírito orienta o Povo da Aliança para que construa, preserve a unidade e desenvolva o progresso de sua Nova Pátria através de (Colossenses 1.13):

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”  

1. Uma Simples mas Sólida Legislação - Após a celebração do pacto de casamento, estabelecem-se os direitos da nova família;  limites são estabelecidos, a mulher abdica de seu nome, adota o do marido (agora é opcional), o homem empenha-se em manter e proteger seu novo lar. Ambos renunciam privilégios e juntos empenham-se em formar um patrimônio moral, material e espiritual. Há, no pacto do casamento, dois aspectos: o rito sacramental e o processo civil de consolidação. O ato jurídico e religioso é momentâneo, mas o processo que cimenta o matrimônio perdura por toda a vida. E isso demanda planejamento, regras, sacrifícios, responsabilidades de ambos os cônjuges. Não se pode pensar, portanto, em associação sem instituição. A mente humana é frágil. Somente aquilo que grafamos garante a autenticidade do nosso compromisso e servirá de diretriz para as gerações posteriores. A mais sucinta e importante Constituição Moral de que se tem conhecimento, são as tábuas da Lei dadas a Moisés, escritas pelo próprio Deus:

“E tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êxodo 31.18).

O Sermão do Monte é a Legislação de Jesus para o Reino. Nos escritos Apostólicos, estão as diretrizes para a vida do povo da Nova Aliança, em todos os tempos. Importantes projetos espirituais desaparecem em pouco tempo, por falta de um regulamento. As leis não existem para escravizar o homem, mas para servi-lo, ensinou-nos o Senhor:

“O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o filho do homem é Senhor também do sábado” (Marcos 2.27,28).

Pela graça de Deus, votamos (31.12.90) a nossa “Constituição Nacional”. É um documento sucinto e objetivo, que nos orienta na integração estrutural, administrativa e patrimonial de nossas igrejas existentes e outras que a nós se unirão, constituindo-se numa federação de Igrejas - A Comunidade Batista Shalom. Somos uma Igreja, do ponto de vista espiritual, comprometida com a Eterna e Total Palavra de Deus. Do ponto de vista humano, uma Igreja moderna, contextualizada com as realidades de nossa época e do nosso povo. Cada igreja Comunitária terá Estatuto-padrão próprio, em consonância com a Constituição Nacional. Nosso Deus é um Deus que Ordena, Organiza, Institui, Pactua e Trabalha. É nossa obrigação e mais que obrigação, privilégio, seguir Seu exemplo.

2. Uma Bem Definida Forma de Governo - Conforme o “Pacto do Ministério Shalom” é a nossa Constituição que define nosso sistema de governo como “teocrático-participativo”. Optamos, sem radicalizar, pela forma bíblica presbiterial-episcopal. Um colegiado de Ministros, composto de homens e mulheres de Deus, presbíteros e diáconos liderados por bispos, conduzirão a Comunidade Batista Shalom no âmbito Comunitário, regional e nacional.

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” (Efésios 4.11).
“Tendo havido, da parte de Paulo e Barnabé, contenda e não pequena discussão com eles, resolveram que esses dois e alguns outros dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e presbíteros, com respeito a esta questão” (Atos 15.2).
“De Mileto mandou a Éfeso chamar os presbíteros da Igreja. Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20. 17, 28).

Há uma tendência, bem em moda nos ossos dias, de querer transformar a Igreja do Senhor em “feira livre” ou “hospício”, onde cada um fala, grita e diz o que quer, sem alguém que se importe ou que ponha ordem na casa. Chamam a essa baderna de “Democracia”.

Na Comunidade Batista Shalom há uma hierarquia espiritual. O Exemplo de respeito e obediência àqueles que na pirâmide hierárquica estão acima de nós, deve partir dos próprios líderes. A Palavra do Presidente (bispo) é para ser respeitada e obedecida, não porque ele seja infalível, mas porque foi a pessoa colocada por Deus e reconhecida pela Comunidade, sobre outros líderes e igrejas. O Novo Testamento tem mandamentos expressos para obediência aos que presidem e lideram no Senhor.

“Obedecei aos vossos líderes, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros (Hebreus 17.17).
“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos. 20.28).
“Agora vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós, e os que vos presidem no Senhor e os admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros” (I Tessalonicenses 5.12,13).

Já na época de Paulo existiam aqueles que desprezavam sua palavra. O velho apóstolo, não abria mão de sua autoridade. Chegou a recomendar o desprezo da primitiva comunidade para com o rebelde:

“Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão” (2 Tessalonicenses 3.14,15).

Os líderes regionais e Comunitários terão maior autoridade, à medida que reconhecerem a autoridade de seu Presidente e do Concílio. Um pagão, o centurião romano, mereceu um elogio por parte de Jesus, porque acertou em cheio na questão da submissão, segundo o critério de Deus. Ele queria que Jesus curasse o seu escravo. Achou que bastava uma palavra enviada por Jesus à distância, e seu servo seria curado. Ele explicou a sua confiança:

“Porque também Sou Homem Sujeito à Autoridade, e Tenho Soldados às minhas Ordens” (Lucas 7.7,8).

Ele sabia que suas ordens eram reconhecidas porque ele se submetia a seus líderes. O centurião concluiu, que sendo Jesus Cristo representante de Deus e completamente submisso à vontade do Pai cada palavra proferida por Jesus era investida da autoridade de Deus. No Reino só tem autoridade quem está debaixo de autoridade.

“O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas essas coisas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre as coisas, o deu à Igreja” (Efésios 1.20-23).

Uma pergunta poderia surgir a essa altura. E quanto ao Presidente, ele não está sujeito a autoridade nenhuma? Ele deve ser o exemplo maior de submissão. Isso se evidencia assim:

1º) As decisões pastorais mais importantes passam pelo senso de um colegiado. Os Ministros desse “Colégio Episcopal” merecerão por parte do Presidente toda consideração e respeito deliberado. São seus assessores e conselheiros.

“Não havendo sábia direção cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança”. (Provérbios 11.14).

2º) Quando, dentro de suas atribuições constitucionais, tiver que decidir sozinho ou decretar, fa-lo-á em consonância com a Palavra de Deus, conforme expressa em Marcos 10.42-45 e I Pedro 5. 1-3:

“Mas Jesus, chamando-os para junto de si disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos, têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será  esse o que vos sirva;  e quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos. Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Marcos 10.42-45)

3º) Jamais se esquecerá que acima dele está o Supremo Pastor e Bispo, Jesus Cristo.

“Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo das vossas almas” (I Pedro 2.25).
“Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. (I Pedro 5.4).
No que diz respeito à liderança ministerial não há necessidade de um “Direito Canônico”. Basta que estejamos andando no Espírito e obedeçamos à Palavra de Deus que em nós habitam ricamente.

3. Uma Comunhão Doutrinária - Significa que aquilo que se constitui princípios fundamentais da fé bíblica, não pode haver divergências. Praticamos o “Consensus fidelium”.

“Sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens (santos)falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo.(2 Pedro 1.20,21).

Creio que foi isso que Paulo quis expressar com:

“Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz: Há somente um Corpo e Um Espírito, Como Também Fostes Chamados Numa Só Esperança da Vossa Vocação; Há Um Só Senhor, Uma Só Fé, Um Só Batismo, Um Só Espírito, Um Só Deus e Pai de Todos, Age Por Meio de Todos e Está em Todos” (Efésios 4.3-6).

É preciso que haja humildade e bom senso, por parte de cada líder comunitário, para não alimentar polêmicas sobre textos de difícil compreensão. Tais discussões e controvérsias somente desintegram o Corpo de Cristo, causando amarguras e inseguranças a seus membros.

“Evita igualmente os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão à impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto. Este se desviaram da verdade, asseverando que a ressurreição já se realizou, e estão pervertendo a fé de alguns. Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2 Timóteo 2.16-19).

É comum, pessoas oriundas de outras Comunidades, quererem impor seus costumes particulares que chamam de “doutrinas” à igreja que se filiam. Quem pede abrigo numa casa, sujeita-se aos costumes e à alimentação de seus hospedeiros. È um princípio primário de boa educação, que deve ser observado por aqueles que chegam para nossa comunhão. Por isso, temos nosso “Credo Doutrinário Shalom”, como fundamento de unidade da fé de nosso povo.

4. Apoio Incondicional ao Plano Geral de Trabalho - Nenhuma Igreja por menor que seja, deve preocupar-se exclusivamente com seu programa comunitário. Ela tem responsabilidades com o todo do qual é parte. O mesmo espírito existente na Igreja Primitiva que ligava e fortalecia os discípulos-membros, deve existir em cada Igreja-Membro de nossa Federação Nacional. Hoje somos poucas Igrejas. Amanhã seremos muitas. Deve ser considerado como nosso programa cooperativo imutável, a seguinte experiência bíblica:

“Da multidão dos que  creram, era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; Tudo, porém, lhes era comum” (Atos 4.32).

Todo nosso progresso a curto, médio e longo prazo, somente será possível com a participação de todas as Igrejas. Estaremos, para expansão missionária, obra social e manutenção de todos aqueles que se dedicarem ao serviço da Causa do Reino, num permanente mutirão através do “Plano Cooperativo Shalom”. Não sustentaremos o programa geral da Comunidade com sobras. Mas como parte do orçamento principal de nossas Igrejas: Honraremos ao Senhor com as primícias da Receita de Cada Igreja.

“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os  teus lagares”
( Pv. 3.9,10).

Paralelo ao esforço financeiro de cada Igreja, cada discípulo-membro e cada família deve considerar-se testemunha e missionário de Jesus Cristo. A responsabilidade da implantação do Reino, não é tarefa apenas dos ministros, mas de cada discípulo-membro e das famílias. Mas este testemunhar deve ser bem orientado. Deus é um Deus d e planos. Todas as nossas realizações devem ter uma finalidade:  a honra do Rei Jesus Cristo.

“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. (I Coríntios 10.31).

É dever de cada discípulo-membro de nossas Igrejas promover o nome da Comunidade. Nossa Comunidade é nosso espaço de trabalho dentro do Reino de Deus. Nossa comunhão com outras Igrejas, não deve ser entendida como liberdade para fazer turismo cada semana numa Igreja diferente. Igreja é família. Se bem que visitemos vez ou outra nossos vizinhos, temos endereço certo onde trabalhamos e vivemos: nossa família que é o nosso lar.

É preciso que sejamos presença em todos os lugares: emprego, família, escola, rua, transporte, meios de comunicação... Os moços gostam de vestir camisas com estampas de seu time favorito, de sua escola, de seus ídolos artísticos. Por que não poderiam nossos moços literalmente, anexar a seus hábitos extrovertidos a divulgação de sua Comunidade? Por que não podemos estar “na onda” e “com Cristo”?

Qual o segredo do sucesso das ideologias? Não é que são a maioria. É que cada adepto é um militante. Numa concentração pública é comum ver um ativista marxista, segurando até três bandeiras do seu partido, sindicato e ideologia.

Nossa Comunidade, não há dúvida, é um projeto espiritual aprovado por Deus. Mas para que esse projeto se torne uma sólida construção, é necessário que empunhemos as ferramentas certas e trabalhemos incansavelmente. Nosso Deus é Deus de trabalho:

“Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17).

Temos um pacto de honra assumido com Deus e com nossa família espiritual: vamos dinamitar a Grande Babilônia! Vamos construir Sião! Cada líder é um Neemias moderno, reconstruindo o muro da Cidade Santa. Para isso é necessário orar, planejar e executar. Nosso Deus é Deus de plano e de trabalho. Todos os filhos de Deus não devem fugir  à  luta e ao trabalho. Retornamos de muitos cativeiros. Diante de nós há escombros e um grande desafio. Há um tipo de tarefa para cada tipo de obreiro. Se você é do Reino, você é um convocado.

“Daquele dia em diante, metade dos meus moços trabalhava na obra, e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e couraças; e os chefes estavam por detrás de toda casa de Judá; os carregadores, que por si mesmos tomavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra, e com a outra segurava a arma. Os edificadores cada um trazia a sua espada à cinta, e assim edificavam; o que tocava a trombeta estava junto de mim. Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos no muro muito separados, longe uns dos outros. NO lugar em que ouvirdes o som da trombeta para ali acorrei a ter conosco; o nosso Deus pelejará por nós. Assim trabalhávamos na obra; e metade empunhava as lanças desde o raiar do dia até ao sair das estrelas. Também nesse mesmo tempo disse eu ao povo: Cada um com o seu moço fique em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guarda, e de dia trabalhem. Nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiam largávamos as nossas vestes; cada um se deitava com as armas à sua direita”. (Neemias 4.16-23).

Nessa Escritura estão os princípios para a perfeita execução de uma grande obra. Graças a Deus que nossa Comunidade já tem em mãos seu Manual do Obreiro - A Palavra Viva de Deus.

5. Um Calendário Litúrgico Anual Comum - Periodicamente precisamos estar juntos. Israel apesar de ser uma Nação, reunia-se anualmente em Jerusalém nas festas de Páscoa, Pentecoste e Tabernáculos. Isso preservou e tem preservado, ao longo dos séculos, sua identidade e fraternidade. O judeu antigo e o ortodoxo moderno, não consideram programação supérflua a subida anual a Jerusalém. Ao contrário, sempre foi motivo de intensa alegria e inspiração. Os cantos de Degrau do Saltério, são antigas canções dos peregrinos que subiam para as festas na Cidade do Grande Rei.

Mas há algo tão importante em estarem todos no mesmo lugar? O ambiente geográfico pouco importa. O encontro fraterno dos filhos de Deus é que valoriza o ambiente. Jerusalém, Gerezim, Betel... não importa onde. Importa que estejamos juntos em torno do Senhor para adorá-lo:

“Deus é Espírito; importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24).

Há uma unção tão abundante que o Senhor não a concede a um indivíduo isoladamente, mas a Seu povo quando se une e reúne. Há uma dimensão de vida e uma intensidade de bênção que são privilégios exclusivos do Corpo de Cristo em unidade e amor.

É exatamente isso que Davi afirma no Salmo 133:

“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a Sua bênção e a vida para sempre.”

Herdamos da cultura religiosa ocidental a mentalidade de que somos máquinas. Falar em festas para muitos cristãos é quase um sacrilégio. Mas entre os povos semitas, festas são instituídas por lei. Alegria, lazer, comemorações e peregrinações para o culto são obrigatórios. O Deus dos cristãos é um Deus alegre. Segundo João, Jesus começou seu ministério, numa festa de casamento em Caná da Galiléia.

“Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, achando-se ali a mão de Jesus. Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento. Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo Ainda não é chegada a minha hora. Então ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser”. Estavam ali seis talhas de pedra que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas. Jesus lhes disse: Enchei d’água as talhas. E eles as encheram totalmente . Então lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram. (João 2.1-8).

Por que a Comunidade do Reino que somos, não pode retirar do seu baú algumas tradições judaico-cristãs, como Páscoa, Pentecoste e Tabernáculos como motivos para suas reuniões e encontros fraternos gerais? Justamente, agora, quando a Palavra Vivente nos descortina o significado espiritual dessas festas, por que não podemos substituir o desgastado Natal pagão, pelas festas bíblicas? É certo que Jesus não tenha nascido em 25 de dezembro, mas na Festa dos Tabernáculos. João diz que “O Verbo se fez carne e tabernaculou entre nós”.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória como do unigênito do Pai” (João 1.14)
    
Para comemorarmos as festas bíblicas, nem mesmo corremos o risco de errar a data. Basta utilizarmos o calendário judaico, adaptado pela igreja primitiva, que as celebrou até o 3º século. Que adianta combatermos os pagãos porque se reúnem em suas festas e se alegram? Quem disse que temos de andar de preto e com semblante descaído como Caím, após matar seu irmão Abel?

Nosso Deus é Deus de alegria.

“Disse-lhes mais: Ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a nossa força”. (Neemias 8.10).
“Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho”. (Salmos 4.7).
 “Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente”. (Salmos 16.11).
“Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã; Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria”. (Salmos 30.5; 11).
“Então irei ao altar de Deus, de Deus que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu”. (Salmos 45.7).
“Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico”. (Salmos 100.2).

Paulo deixou-nos sérias recomendações sobre a vida cristã. Deixou-nos também esta:
“Por isso, celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia; e sim, com os asmos da sinceridade e da verdade” (I Coríntios 5.8).

Perderemos, dentro de pouco tempo, nossa identidade espiritual no mais estéril isolacionismo nas Igrejas Comunitárias, se não colocarmos como prioridade de nossa vida, os encontros fraternos gerais. Todo o povo de Deus junto para partir o pão com alegria e singeleza de coração. Isto é agradável a nós e agradável aos olhos de Deus.

5. Bênçãos Advindas De Um Pacto Honrado

Charles Simpson diz: “A nação secular de Deus, Israel, e Sua nação espiritual, a Igreja, não se caracterizam pelo tamanho de seus exércitos, senão pela qualidade de seus compromissos. Qualquer nação se beneficia em tempos de pressão, com a coesão de seus cidadãos. A maioria das nações, denominações e instituições nasceram como fruto de um compromisso contínuo para poder sobreviver. Os judeus chamam os Estados Unidos de “A Terra do Pacto”. Os Estados Unidos nasceram da relação de pacto existente entre homens que se comprometeram. Em 11 de novembro de 1620, enquanto o Mayflower se encontrava ancorado na baía de Plymouth, no CapeCod, quarenta e um passageiros peregrinos, firmaram o seguinte tratado conhecido como o Pacto de Mayflower:

“Em nome de Deus, amém. Nós, cujos nomes aparecem escritos abaixo, leais súditos de nosso temido soberano Senhor, o rei Tiagho, pela graça de Deus, da Grã-Bretanha, Graça e Irlanda, Rei Defensor da Fé, etc. Havendo empreendido para glória de Deus o avanço da fé cristã e a honra do nosso Rei e País, uma viagem para estabelecer a primeira colônia nas partes Norte da Virgínia; os presentes, solene e mutuamente na presença de Deus e uns dos outros, pactuamos e nos unimos em um Corpo Civil Organizado, para nosso melhor governo, preservação e avanço dos fins antes mencionados; e em virtude do qual estabelecer, constituir e forjar aquelas justas e imparciais leis, ordenanças, decretos, constituições e ofícios, de tempo em tempo, que parecerem ser mais necessários e convenientes para o bem geral da Colônia; a que prometemos toda a devida sujeição e obediência”.

As circunstâncias que cercaram este grupo de peregrinos, quase devastaram seu número e frustraram seu propósito: Doenças, fome, exposição ao ambiente inóspito e permanente temor dos índios hostis, eram uns poucos dos muitos obstáculos. Havia dissensão entre eles, mas a relação de pacto que tinham levou-os a uma verdadeira unidade e comunidade.

Se há uma coisa que nos honra, à parte preconceitos raciais, é a de sermos descendentes espirituais dos primitivos puritanos que levaram a fé evangélica para os Estados Unidos, que por sua vez trouxeram até  nós no Brasil. A marca registrada de nosso caráter deve ser a lealdade e fidelidade ao que pactuamos ser e fazer em Cristo.

Lealdade, nem sempre significa concordância absoluta no campo das idéias. Mas, o Pacto de Fidelidade para se perseguir um ideal comum deve ser absoluto. Temos o compromisso de promover o bem estar uns dos outros, face a qualquer circunstância. Lealdade significa “defender e apoiar” ainda que isto nos seja penoso e custe um preço.

A Nação mais poderosa do mundo nasceu de um pacto entre cristãos. Não eram muitos, mas uniram-se e tornaram-se indestrutíveis, apesar dos desvios das gerações posteriores. Os princípios bíblicos do pacto funcionam em todos os tempos:

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? E se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa”. (Eclesiastes 4.9-12).

É tremendo o desafio que temos diante de nós! Vivemos num País em que quase ninguém se mostra interessado em cumprir compromissos e honrar a palavra empenhada. Já temos em nossas mãos uma Nova Constituição. Comprovadamente uma Carta moderna, atualizada e até muito justa. Após sua promulgação surgiu, indubitavelmente uma pergunta: quem garantirá que a nossa Constituição será cumprida e respeitada? Nosso povo tem um bom coração e fértil inteligência. Nosso problema é caráter. Nós, Povo do Reino do Senhor Jesus Cristo, pactuamos entre nós ajustar nosso caráter ao do nosso Deus e Pai, o caráter da Verdade, e gerar dentro do mundo, homens e mulheres à semelhança de Cristo. Nosso pacto nos levará a uma harmonia de propósito e então nada nos será impossível:

“Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18.19-20).

Nossa força não está no número de Igrejas que se vinculam a nós, nem em nossos recursos econômicos, sequer no preparo intelectual de nossos líderes, mas na qualidade do pacto que assumimos diante do Justo e Soberano Deus. Sempre que formos tentados a quebrar nossa aliança, lembremo-nos disto: Somos “Comunidade do Reino que proclama: JESUS  CRISTO REINA.
“E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo...”  (Mateus 24.14).

Até que ELE venha. Maranata!

Fonte: Livro:"Unidos Pela Nova Aliança - By. Ap. Dr. Jota Moura Editora: Basileia Missão Editora/1991

 
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