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A Nova Aliança | A Nova Aliança |
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| Escrito por Ap. Jota Moura | |
Lemos em 1 João 5:6-8 que Jesus veio pela água e pelo sangue, e que há três testemunhas: o Espírito, a água e o sangue. Já falamos um pouco sobre estes três fatores na aliança Mosaica. Veremos agora como funcionam na Nova Aliança: O Batismo nas Águas é a testemunha da água na prática.O Batismo no Espírito Santo é a testemunha do Espírito na prática. A Ceia do Senhor é a testemunha do sangue na prática.O Novo Ser humano é o resultado da operação das três testemunhas.O Casamento é a consumação da união entre Deus e o ser humano. E a Vida Eterna é a comunhão eterna que Deus vai ter com a sua noiva. Este casamento vai dar certo!1. AS TRÊS TESTEMUNHAS As três testemunhas estavam presentes por meio de figuras na aliança Mosaica. Vimos que no tabernáculo de Moisés eram encontradas no átrio, no lugar santo e no santo dos santos. Em Êxodo 25:21,22, lemos sobre o propósito de Deus de ter comunhão com o ser humano neste tabernáculo. Ele queria falar continuamente com o ser humano ali. Em Levítico 16:2,12-14, vemos as figuras das três testemunhas - a lei representando a palavra ou a água, o sangue no propiciatório, e a fumaça do incenso formando a nuvem do Espírito, de onde Deus falaria. Então podemos concluir que Deus quer falar ou ter comunhão conosco, mas para isto é necessário ter as três testemunhas em ação e em harmonia.Unidade 7 Neste ponto seria importante falar um pouco sobre o sentido do nome "Nova Aliança". Este nome implica que num sentido há apenas duas alianças, a Velha e a Nova. Todas as seis alianças anteriores seriam a Velha Aliança porque continham símbolos e figuras, enquanto a Nova Aliança é a realidade de todas aquelas figuras. Na Nova Aliança temos um novo caminho (Hb 10:20), um novo coração e um novo espírito (Ez 36:26), um novo cântico (Ap 5:9), vinho novo (Mt 26:29), um novo nome (Ap 2: 17), uma nova criação 12 (Co 5:17), um novo ser humano (Ef 2:15; Cl 3:10), novos céus e nova terra (Is 65:17), uma nova Jerusalém (Gl 4:26; Ap 21:2). Jeremias 31:31-33 mostra o que é novo na Nova Aliança. Não é que Deus vai mudar a sua palavra ou sua lei. Não é que ele agora tem outro Espírito. As testemunhas são as mesmas. É que agora vão alcançar o coração do ser humano, o seu interior, as fontes da sua vida. A sua lei vai estar no coração. Deus vai nos dar um novo coração e um novo espírito' (Ez 36:26), que são duas maneiras de falar a mesma coisa. A Nova Aliança traz uma nova dimensão, trata da realidade e não da figura, porque começa no coração. Há muitas referências no Novo Testamento acerca do propósito de Deus de efetuar uma transformação no coração ou no ser humano interior. Como exemplos veja Efésios 3:16,17; Romanos 7:22 e 2 Coríntios 4:16. 1) As três testemunhas na vida de Jesus - Jesus é o autor da Nova Aliança. Precisamos ver na vida dele a operação das três testemunhas para ver como podem operar nas nossas vidas. Para entender melhor colocaremos em três itens. (1). Maria concebeu Jesus, o Verbo de Deus, pelo Espírito Santo (Mt. 1:20; Jo, 1:1,14). O Verbo eterno de Deus se fez carne pelo Espírito. Aqui temos a palavra e o Espírito. Ele iniciou seu ministério com o batismo nas águas (para cumprir toda a justiça da Palavra de Deus - Mt 3:15) e com o batismo no Espírito (Mt 3:16). (2). Jesus veio pela água e pelo sangue - Ele não só veio pela água, que representa a obediência à Palavra de Deus, mas também pelo sangue (1 Jo 5:6). Ele deu a sua vida e morreu na cruz. Do seu coração partido saíram água e sangue (Jo 19:34). Isto representa o terceiro batismo, o batismo de sangue (Lc. 12:50). Ele deu a vida para que nós pudéssemos ter vida. A partir deste ponto, o sangue que era proibido aos homens comerem (Lv. 17:1114), já lhes era dado como condição de vida (Nt. 26:27, 28; Jo 6:53,54). (3). Jesus foi ressuscitado pelo Espírito de Deus (A.t 2:32; Rm. 1:4) - Depois de ser visto por muitas testemunhas, ele subiu ao Pai e foi glorificado (At 1:9). Só então ele pôde derramar o Espírito sobre aqueles que o aguardavam em Jerusalém (At,2:33). (4)Este é o mistério do Espírito do Deus-homem- Talvez nossas mentes não possam entender, mas mesmo assim colocaremos aqui o que entendemos das Escrituras. Principalmente no evangelho de João, está claro que o Espírito Santo não poderia ser dado aos homens enquanto Jesus não completasse a sua missão (Jo 7:37-39; 16:7). De alguma forma, até o dia de Pentecoste o Espírito Santo havia operado e pairado sobre os homens, mas não pudera habitar neles e se tornar um com eles. Por causa do mistério da encarnação e da união de Deus com o ser humano em Jesus Cristo, agora o Espírito pode habitar em nós e se unir conosco (l Co 6:17). E é por causa deste Espírito em nós que temos a esperança da ressurreição (Rm. 8:11). Esta união do Espírito de Deus com o espírito do ser humano é o novo elemento da Nova Aliança, e explica o fato do menor no reino de Deus ser maior do que João Batista (Lc. 7:28). 2) As três testemunhas em operação - É impossível compreender o mistério da salvação, e achar uma fórmula que todos possam seguir. Mas podemos identificar a presença das três testemunhas em todas as etapas da nossa salvação assim como estiveram presentes em cada parte do tabernáculo de Moisés. Quando ouvimos as palavras desta vida (At 5:20), o evangelho da nossa salvação, e cremos nelas, recebemos a vida de Jesus pelo Espírito que dá testemunho desta palavra (Ef. 1:13; G1 3:2). A palavra é vida porque fala da obra de Jesus, o evangelho (1 Co. 15:3,4). Jesus é a mensagem de Deus, o amor em realidade. Ele deu a sua vida para nos dar vida - o Espírito. Por isto quando ouvimos estes fatos, o Espírito da testemunho nos nossos corações. A palavra fala da morte de Jesus, da sua vida derramada, do seu amor. Assim vemos as três testemunhas operando. As palavras (água) desta vida derramada (o sangue) são espírito e vida (Jô 6:36). O batismo nas águas é para demonstrar nossa fé nesta palavra e assim recebermos o perdão dos pecados (At 2:38; 22:16). Aqui temos a união da água e do sangue. É a fé visível na palavra que fala do sangue. E isto produz o batismo no Espírito (At. 2:38; E.f 1:13). O próximo passo é participar da ceia do Senhor, comendo sua carne e bebendo seu sangue junto com outros que crêem igualmente. A igreja primitiva tinha tudo isto em ação, conforme podemos verificar em Atos 2:42. A doutrina dos apóstolos era a palavra; as orações representavam a ação do Espírito; e no meio, a comunhão e o partir do pão representam o sangue. Hoje não temos a presença das três testemunhas de forma completa e equilibrada. Muitas vezes temos ênfases exageradas, geralmente na palavra (grupos tradicionais), ou no Espírito (grupos pentecostais). E geralmente falta a testemunha do sangue. Assim como foi no quadro que Deus pintou no tabernáculo de Moisés, Deus não quer só um ou dois elementos. Ele quer a harmonia e o equilíbrio de todos, a fim de que ele possa falar. Não adianta ter pregações muito profundas e maravilhosas por um lado, ou muitos dons do Espírito e reuniões de quebrantamento por outro. Nada vai acontecer porque falta alguma coisa para Deus poder falar. E experiências em si não resolvem. Precisamos ouvir a voz de Deus. É só através, de ouvi-la que receberemos vida. É aí que vemos a importância do corpo de Cristo, a igreja. É possível ter experiências com a palavra ou com o Espírito sozinho. Mas o sangue que opera através de comunhão e de doar nossas vidas uns pelos outros, não pode ser restaurado na igreja numa base individual. O sangue flui no corpo. Fora do corpo não pode funcionar. Então é um ciclo de vida. Jesus deu a sua vida e derramou o seu sangue para podermos receber vida em nós. Quando cremos na palavra que anuncia o que ele fez, recebemos a testemunha do Espírito que forma esta mesma palavra em nós ao ponto de darmos a nossa vida também (ver João 3:16 e 1 João 3:16). Demonstramos a nossa fé nesta palavra comendo a carne e bebendo o sangue de Jesus. Fazendo assim revelamos a vida de Cristo visivelmente ao mundo para que outros vejam e creiam. 3) O coração da Nova Aliança - Vimos que a Nova Aliança começa no ser humano interior, no coração do ser humano. Vamos ver como isto também se relaciona com as três testemunhas. O ser do ser humano é formado de corpo, alma e espírito (Ts. 5:23). O coração é um termo que a Bíblia usa para se referir ao ser humano interior ou invisível, que seria a união da alma e do espírito. Há um conflito sério entre a alma e o espírito, porque o pecado inverteu a ordem de Deus, e o espírito do ser humano sem contato com Deus não consegue mais governar a alma e através dela o corpo. Só a palavra viva pode dividir entre a alma e o espírito (Hb. 4:12). A Nova Aliança é a promessa de Deus de mudar esta estrutura interior e nos dar um novo coração ou um novo espírito. Vimos que ao ouvir a palavra de Deus sobre a obra de Jesus, recebemos o Espírito. Este Espírito é o próprio Jesus (2 Co 3:17) e Jesus é o Verbo, a Palavra de Deus em ação. Isto é o novo coração, a lei escrita em nosso interior. O coração no corpo físico é o centro do sistema circulatório. Isto estabelece uma ligação com o terceiro elemento que é o sangue. No corpo e o sangue que une o oxigênio (Espírito) com o alimento (palavra) para dar vida e energia às células individuais. A Bíblia diz que a vida está no sangue, e isto se torna claro através desta figura. A palavra e o Espírito são vida porque são o próprio Jesus, mas só podem ser transmitidos a nós através do sangue, através da comunhão. Jesus deu a sua vida por nós. Isto é o sangue, e por isto que sua palavra atinge o nosso coração. Da mesma forma, o Espírito opera naqueles que crêem formando esta mesma palavra, este mesmo desejo de dar a vida. Se o sangue não estiver operando, se não estivermos vivendo a palavra e dando a nossa vida, nossa mensagem não terá valor e não alcançarão os corações dos ouvintes. Será uma nova lei e não uma nova aliança. Mas o sangue flui no corpo, não numa célula individual. Por isto, representa comunhão no corpo de Cristo, e não um novo sacrifício individual. Não fomos chamados para repetir individualmente o sacrifício de Jesus, mas para juntos comermos o seu corpo e bebermos o seu sangue, para expressarmos coletivamente a sua vida ao mundo. Desta forma a palavra de Deus tem que ser ouvida na sua casa, onde há comunhão e relacionamentos. Não é só ouvir uma pregação teórica, mas ouvir, crer, repartir, dar e receber amor e ver a realidade desta palavra. Assim a lei de Deus será escrita no nosso coração. A operação do Espírito também só produzirá resultados permanentes no contexto de quebrantamento, e sinceridade na família de Deus - não em buscas de poder e manifestações individuais. Então assim como o coração é o centro do nosso sistema sangüíneo, o centro da nossa vida na Nova Aliança é a comunhão, a vida de Jesus experimentada no relacionamento vivo uns com os outros, que une a palavra e o Espírito tornando-os operantes na nossa vida. Assim a partir da transformação do nosso coração, do interior de cada pessoa, é formado um novo ser humano, uma manifestação viva de Jesus neste mundo. Resumindo, podemos dizer que há uma operação das três testemunhas para nos tirar da velha natureza adâmica e nos introduzir em Cristo. Isto é representado pelas experiências de fé em Jesus, batismo nas águas e batismo no Espírito (At 2:38; 1 Co 12:12,13). É a experiência de crer no que Jesus fez por nós (o sangue), receber e obedecer a palavra, e a vida nova pelo Espírito. Depois de sermos enxertados no corpo de Cristo, a nossa vida diária depende do fluir do sangue, que traz a palavra e o Espírito para nossas necessidades através da interação dos membros deste corpo. Isto é vivenciado e demonstrado através de participamos da ceia do Senhor. Neste contexto temos a palavra viva. Podemos definir a palavra escrita como a Bíblia; a palavra ungida como a palavra escrita vivificada pelo Espírito, mas recebida numa base individual; e a palavra viva como a palavra que sai da casa de Deus no contexto de comunhão e fluir do sangue. Esta é uma palavra prática, não uma teoria, e é resultado da operação das três testemunhas. É esta palavra que pode ser escrita nos nossos corações e que produz um novo ser humano. 4) O Tríplice testemunho Divino - As três testemunhas dão testemunho unânime da mesma verdade (1 Jo 5:8). Vamos ver como isto funciona.Em João 5:39 Jesus afirma que as Escrituras dão testemunho dele. A vida não está na Bíblia em si, mas ela fala de Jesus e mostra onde podemos encontrar a vida. A palavra aponta para Jesus, testifica dele, mostra o caminho. Então a palavra é uma testemunha que fala da vida eterna. O Espírito também fala. É mais fácil entendermos isso, pois sabemos que o Espírito é uma das três pessoas da Trindade. O Espírito está ligado à palavra, pois em João 15:26, Jesus mostra que o Espírito da verdade testifica dele. A verdade está na palavra, e o Espírito dá testemunho desta verdade. É mais difícil entendermos que o sangue é uma testemunha e fala também. Mas Hebreus 12:24 mostra que o sangue realmente tem uma voz. O sangue de Abel pediu vingança, e isto trouxe juízo sobre Caim. O sangue de Jesus fala coisas melhores, pois pede perdão para os culpados da sua morte. Portanto, temos segurança neste testemunho dado por três testemunhas a respeito da vida que está em Jesus. Da mesma forma, podemos verificar que as três testemunhas operam a nossa santificação. Veja as referências: Santificação pela palavra - Ef 5:25-27; Jo 17:17. Santificação pelo Espírito - 2 Ts 2:13; 1 Pe 1:2. Santificação pelo sangue - Hb 13:12. 2. BATISMO DE ARREPENDIMENTO NAS ÁGUAS Não entraremos em muitos detalhes sobre estes próximos itens, porque representam a ação das três testemunhas na prática da Nova Aliança. Mas daremos algumas referências sobre cada item para estudo e reflexão. 1 Pedro 3:20,21 - 0 batismo nas águas não é para lavar o corpo físico, mas para alcançar uma boa consciência pela fé no sangue de Jesus e pela ressurreição de Jesus Cristo (o Espírito). Outra vez aí está a ação das três testemunhas. Colossenses 2:11,2 – O batismo nas águas é a circuncisão do coração pelo Espírito. O batismo nas águas é ligado ao batismo no Espírito. Se fomos batizados na água com fé, de acordo com a Palavra de Deus, devemos ser batizados no Espírito (ver At.19:1-6). O batismo no Espírito é que completa o batismo nas águas. Romanos 6:3-5 - Somos batizados nas águas, ressuscitados pelo Espírito e andamos em novidade de vida pelo sangue. Gálatas 3:26,27 - Se fomos sepultados com Cristo, seremos também ressuscitados com ele. Se fomos batizados em Cristo, seremos também revestidos dele. Teremos nova roupa, nova vida. 3. BATISMO DE PODER NO ESPÍRITO SANTO Mateus 3:11 - João Batista recebeu e pregou uma palavra forte de arrependimento. Esta mensagem e o passo pratico de batismo nas águas foram a preparação para a vinda de Jesus que batiza com o Espírito Santo. Atos 1:4,5 - Jesus não batizou ninguém com o Espírito Santo enquanto estava na terra. Ele começou a batizar no Espírito depois que voltou para o Pai. João 14:26 - o Pai enviaria o Espírito Santo no nome do Filho para ensinar todas as coisas. Não podemos entender nada sem o Espírito que revela toda a verdade. Jo 15:26; 16:7 - O derramamento do Espírito Santo envolve toda a Trindade. Não é importante discutir se é o Pai que o envia, ou se é Jesus. O importante é recebê-lo. Atos 2:32,33,37,38 - Qual o caminho que Pedro abriu para aqueles que queriam seguir Jesus? Ser batizados na água no nome de Jesus para remissão de pecados, e receberiam o dom do Espírito Santo. Queremos ver este evangelho anunciado outra vez com poder, e assim veremos os mesmos resultados. Gálatas 3:14 - O Espírito é o cumprimento da promessa feita a Abraão. É a bênção que viria através da sua descendência a todas as famílias da terra. João 3:5 – É preciso nascer da água (palavra) e do Espírito para entrar no reino de Deus. 4. A SANTA CEIA DO SENHOR 1 Coríntios 11:23-26 - Entre a primeira e a segunda vinda de Jesus, a atividade principal dos seus discípulos é reunir-se em torno da mesa do Senhor para anunciar a morte dele até que ele venha. Lembramo-nos da sua morte e nos preparamos para a sua vinda. Os cristãos primitivos estavam tão cheios da esperança da segunda vinda que comiam pão de casa em casa todos os dias e repartiam os seus bens. Gênesis 9:4 (ver também Lv 17: 14) - Na Velha Aliança não se podia comer o sangue, pois era sangue de animal. O sacrifício de animais era uma figura da morte de Cristo, mas como era figura o sangue não podia ser comido. Na Nova Aliança podemos comer o sangue verdadeiro, que tem a vida de Cristo. Deus não queria que o ser humano comesse o sangue de animais, pois estaria recebendo o espírito ou a vida daquele animal. Agora recebemos a verdadeira vida em Jesus. João 6:53-58 - Sem comer o sangue de Jesus, não temos vida em nós mesmos. João 6:60-63 - As três testemunhas: a palavra que é espírito e vida (sangue). Atos 2:42 - Depois do batismo nas águas e de receber o Espírito Santo, os discípulos continuavam na doutrina dos apóstolos, no partir do pão, na comunhão e nas orações. A própria ceia tem as três testemunhas: o pão com farinha de trigo (palavra) e azeite (o Espírito), e o vinho que representa o sangue. Então entramos na vida de Cristo pelas três testemunhas, e depois continuamos mantendo a vida cada dia pelas mesmas três testemunhas. Desta forma Cristo é formado em nós. 5. A NOVA CRIATURA EM CRISTO A Nova Aliança começa com a formação de um novo coração e termina com o aperfeiçoamento de um novo ser humano. As seis primeiras alianças foram passos para chegar à Nova Aliança, mas ainda estavam na velha estrutura, na velha natureza do ser humano. Tinham verdades e figuras da nova vida, mas ainda não tinham a realidade. Para Deus toda a humanidade se resume em dois homens: Adão e Cristo. Um trouxe o pecado e a morte, o outro trouxe a justiça e a vida (ver 1 Co 15:20,21,45, 47; Rm. 5:17). São totalmente opostos entre si - duas naturezas, duas origens, dois destinos. Jesus veio como o último Adão para levar a natureza adâmica à morte, e como o segundo ser humano para iniciar uma nova ordem. Deus não quer consertar ou melhorar a velha natureza. Ele quer criar algo totalmente novo. O melhor que a vida de Adão produz é uma alma vivente, um receptor, um ser que vive. Jesus, porém, é espírito vivificante, ele dá vida ao invés de receber. Ele veio do céu, tomou a nossa natureza sobre si morreu, ressuscitou e voltou ao Pai para derramar o seu Espírito e criar o novo ser humano em nós. Dentro deste vaso de barro, dentro desta capa velha, ele está gerando algo novo, uma natureza completamente nova. É um mistério oculto, uma criação que está sendo formada, escondido dos olhos humanos, em preparação para o maior acontecimento na história, a segunda vinda de Cristo. O invisível está sendo formado em nós, para um dia se tornar visível. O novo ser humano será formado quando Cristo for tudo em todos (Ef 4:20-24; Cl 3:9-11). Não é ter um pouco de Cristo, mas Cristo ser tudo em nós. Mas também não é Cristo em alguns, mas Cristo em todos. O nível do cristianismo atual é ter um pouco de Cristo em algumas pessoas. O novo ser humano é formado pela transformação completa do nosso interior (2 Co 5:17 - uma nova criatura), e pela união de todos os membros do corpo de Cristo. Precisamos de todos que Deus chamou para formar Cristo. A cabeça do corpo não vai se unir com apenas uma parte do corpo. Ele quer penetrar em cada coração e unir todos em um só corpo, para ser tudo em todos. Estar em Cristo é Cristo também estar em nós. Jesus rasgou o véu da sua carne para que nós da velha criação pudéssemos estar nele, e entrar no santíssimo lugar, que é seu próprio corpo. Pelo batismo nas águas demonstramos nossa fé nesta identificação com a morte e ressurreição de Jesus. O Espírito Santo então vem operar esta nova criação dentro de nós. A ceia não simboliza o tomar do corpo e sangue de Jesus como se estivéssemos fora de Cristo; antes é a demonstração da nossa posição de estar nele, recebendo o seu sangue e a sua vida naturalmente como membros dele. A falta de revelação e fé nesta verdade espiritual permite a manifestação da vida natural de Adão; por isto precisamos permanecer na fé, e dia a dia participar da vida de Jesus. O evangelho, então não é falar de Jesus lá no céu onde vamos morar, mas é identificar-nos com ele aqui na terra, com o seu corpo. E estar na igreja, na casa de Deus, no corpo de Cristo. O novo ser humano não é uma criatura individual, mas uma parte do corpo de muitos membros. O novo ser humano começa no coração de cada um, mas no fim é um só ser humano, formado da união verdadeira de todos aqueles que têm esta nova vida. Podemos dizer assim que o novo ser humano é algo muito íntimo, profundo e interior, mas muito universal e abrangente ao mesmo tempo. Este novo ser humano ou nova criação é a resposta a todas as ideologias, filosofias e necessidades humanas. É a origem de um novo sistema, uma nova ordem, que resolve todos os problemas e impasses que a humanidade enfrenta. Cristo se torna tudo em todos, nada vem da nossa natureza adâmica. Ele implanta em nós o seu querer, a sua vida. Este é o nosso destino. Não vamos correr atrás de outras soluções. Não vamos tentar forçar ou produzir o novo coração ou a nova natureza por nossa própria força e capacidade. É uma obra que vem dele e está sendo feita no nosso interior pela operação das três testemunhas. 6. AS BODAS DO CORDEIRO A Bíblia começa e termina com casamento. No princípio toda a criação de Deus foi boa, menos o fato do ser humano estar só (Gn 2:18). Deus não criou uma outra pessoa, mas tirou-a do próprio corpo de Adão, para que lhe fosse compatível e harmoniosa. Mas foi uma pessoa imperfeita porque Adão era imperfeito. A igreja é a noiva de Jesus (2 Co 11:2; Ef 5:22-33). Podemos dizer que a igreja foi tirada do lado de Jesus, pois quando ele morreu saíram água e sangue do seu lado (Jo 19:34), que representam a palavra e o sangue que nos dão vida. Nossa vida provém de comer sua carne e beber seu sangue (Jo 6:54-57). O casamento que vai haver na consumação do século será um casamento maravilhoso, porque fomos tirados de alguém que não tem defeito (ver Ap 19:9; 21:2,9). Agora somos o corpo de Cristo (1 Co 12:27), mas isto é pela fé, pois a nossa união com ele ainda não foi consumada. Para ser um só corpo com o nosso Noivo em realidade, é só depois do casamento (ver Gn 2:24). Agora estamos ligados com Cristo no Espírito que nos está preparando como noiva para aquele dia. O casamento será o dia da glorificação dos nossos corpos, a manifestação visível do novo ser humano e a união permanente com o nosso Cabeça. Quanto mais amor e união há entre um casal mais eles anseiam pelo dia do seu casamento. Quem já está unido não sente o desejo ardente de se unir. Por isto a igreja deve ansiar pela volta de Cristo e pela união completa, pois ainda não esta casada com ele. E quanto mais conhecemos a Cristo, quanto mais comunhão e união temos com ele no Espírito agora, mais anseio e urgência sentimos para que a nossa união seja completa e permanente. É esta comunhão no nível que podemos experimentar agora, como corpo de Cristo pela fé, que nos prepara para o casamento. A nossa união com Cristo no Espírito nos prepara para a união plena e total com ele naquele dia (1 Co 6:16,17). É importante saber o que podemos experimentar agora como corpo de Cristo pela fé, e o que só virá depois do casamento. Isto nos dará ousadia para possuir tudo que está ao nosso alcance agora, mas gerará expectativa e ansiedade para a sua volta. Agora somos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que havemos de ser (1 Jo 3:2 3). Podemos ter vitória, sobre o pecado (1 Jo 3:9), ter as primícias da nossa herança (Ef 1:13,14) e experimentar o poder da sua ressurreição (Ef 1:19,20).A igreja tem experimentado e continuará a experimentar tempos de refrigério e avivamento (At 3:20). Porém a glorificação do nosso corpo (1 Co 15:51,52), a paz no mundo e a libertação da criação (Rm 8:18-25; Ap 11:15) só virão com a volta de Jesus. A nova sociedade e o reino de Deus em plenitude e domínio sobre a terra só virão quando Jesus vier em poder e grande glória. É esta expectativa que constitui um dos grandes preparativos para a segunda vinda. Por outro lado, a segunda vinda não vai resolver problemas que deveriam ser resolvidos antes. Quem não apropriou da graça e vitória que Jesus nos ofereceu na sua primeira vinda, não estará pronto para a segunda. Jesus ilustrou isso com a parábola das bodas: em Mateus 22:1-14. Aquele que não tinha veste nupcial não havia usado aquilo que Jesus ofereceu para se preparar (ver também Ap 19:8). Este é o nosso desafio presente. Precisamos entrar em tudo que Deus nos ofereceu em Cristo, através da sua obra completa, para que Jesus possa voltar. 7. A VIDA ETERNA Este é o sétimo item da sétima aliança. É o alvo final de Deus em todas as sete alianças. Às vezes pensamos que é o que o ser humano mais quer, mas na verdade é o que Deus quer - a comunhão permanente entre ele e nós. Os cientistas querem descobrir o segredo da vida para poderem produzir, manipular, prolongar e controlar a vida. Nós também queremos descobrir este segredo, mas com outro propósito - para podermos repartir a vida com outros. Gênesis 2:7-10 - A Bíblia começa com um ser humano, uma alma vivente, num jardim em cujo centro havia a árvore da vida, e de onde fluía um rio para o resto da terra. Apocalipse 22:1,2 - No fim da história encontramos o rio da vida e a árvore da vida novamente. Desde o princípio até o fim, a Bíblia fala sobre vida - como foi perdida, e como será restaurada. O rio é um tema da Bíblia também. Já o temos visto em Gênesis e Apocalipse. Em João 4 Jesus afirma que quem beber da água que ele der, tornar-se-á uma fonte de água inesgotável, que jorra para a vida eterna (Jo 4: 14). Os salmos falam que há um rio que alegra a cidade de Deus (SI 46:4). Ezequiel fala sobre o rio de águas vivas que sai do santuário e sara a terra (Ez 47:1-12). As religiões orientais ensinam que a fonte da vida está no próprio interior do ser humano. Acham que para alcançá-la, basta liberá-la através de meditação, concentração e exercícios místicos. Isto não é verdade. Eles conseguem fazer milagres através dos seus métodos, mas na verdade é através da operação de outros espíritos, e a vida que procuram não aparece. Por outro lado, os cristãos crêem que a Vida vem de Deus, fora de nós, mas muitas vezes se contentam em crer em doutrinas teóricas e falar da vida eterna que vem depois da morte. Neste caso eles também não estão manifestando a vida que o mundo procura. Temos que entender que a vida não provém de nós - vem de Deus, totalmente fora do nosso controle, esforços ou capacidades. O rio flui do trono do Senhor, mas quando o recebemos, torna-se uma fonte no nosso interior, que jorra continuamente para saciar a nossa sede e de outros. Flui de fora para dentro, e depois de dentro para fora, formando assim um ambiente de vida dentro e fora de nós. Aqui está uma definição de Vida: Vida é a misteriosa faísca interior de criatividade, que prova a existência de uma causa primordial de todas as coisas. A morte acontece quando esta faísca se apaga. Vida é um mistério que até hoje os cientistas não entendem, nem sabem explicar. É como a eletricidade - podemos ver seus efeitos e estudar suas leis de funcionamento, mas não podemos defini-la ou descobrir sua essência. A vida produz muitos efeitos visíveis e multiformes, manifestações (plantas, animais, seres microscópicos, o ser humano, etc.). A característica marcante da vida é a criatividade; ela está sempre produzindo algo novo, crescendo, reproduzindo, adaptando-se com as circunstâncias, mexendo, correspondendo, comunicando. Esta criatividade prova a existência de Deus, pois ela tem que ter uma origem, uma causa primordial. De onde veio esta faísca? Não pode surgir do nada, e nem simplesmente da matéria - tem que existir um Criador vivo para criar seres vivos. Pelo fato das coisas materiais serem limitadas, nossa mente consegue entendê-las e compreender seus princípios e fins. Entretanto não conseguimos compreender a vida porque ela é o próprio Deus infinito. É impossível explicar Deus, porque ele é quem tem de nos explicar. Se o explicássemos ou compreendêssemos, ele seria inferior a nós. Podemos conhecer alguns aspectos dele, mas nunca poderemos abranger o seu todo, que é infinitamente grande. Se explicarmos a vida, estaremos explicando o próprio Deus. 1 Coríntios 15:44-47 - Existem dois tipos de vida bem distintos: vida natural (alma vivente) e vida espiritual (espírito vivificante). A vida natural depende da contínua correspondência do interior da criatura com a criação exterior. Exemplos: respiração, alimentação, adaptação ao ambiente, etc. Quando esta correspondência cessa, a vida também cessa. A vida espiritual depende da contínua correspondência do interior do ser humano com Deus. É o relacionamento entre o Criador e a criatura. Só o ser humano pode manter este relacionamento, porque foi feito na imagem de Deus. Os animais não têm vida eterna ou espiritual. A vida natural é um espelho, uma figura da vida espiritual para a nossa melhor compreensão. Através do corpo físico, podemos entender o corpo de Cristo e o funcionamento da vida espiritual. Por exemplo, na Biologia aprendemos que há quatro processos essenciais pata toda a forma de vida: metabolismo (produção e consumo de energia, e edificação das substâncias básicas para a vida), crescimento, reprodução e adaptação (capacidade de ajustar-se ao ambiente em que vive). Através destes princípios da vida natural, podemos aprender importantes lições sobre os princípios da vida espiritual. A luta principal da vida natural é a auto-preservação. A maior parte dos esforços e tempo de todos os seres vivos é destinada a evitar a morte. (Uma frustração disso são as nações hoje - a maior parte da renda e da tecnologia dos governos é gasta em armamentos.) A vida espiritual, porém, é totalmente diferente. Longe de estar preocupada com a morte, ela está tão envolvida em dar vida aos outros que não tem tempo ou necessidade de preocupar-se consigo mesma. Note o contraste das duas vidas: (1 Co 15:45) alma vivente versus espírito vivificante. Ambas têm vida, mas há uma diferença fundamental. A primeira recebeu vida de Deus e quer preservá-la, e a segunda está tão preocupada em transmitir vida a outros, que a morte nem pode atingi-la. Jesus fala sobre estes dois tipos de vida em Mateus 10:39: "Quem achar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á". Isto tem acontecido na história - pessoas têm perdido as suas vidas e assim têm vivificado milhares através do seu testemunho. A vida do ser humano é receber para dar. A vida de Deus é dar para receber. Se recebermos a vida de Jesus, nós também vamos querer dar ao invés de só receber. A maioria dos cristãos hoje é alma vivente. Estamos estudando sobre vida para receber mais revelação do que é a vida de Jesus, e assim começar a dar nossa vida para outros. |
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Qual o capítulo onde todos os versículos terminam com a mesma palavra? Salmo 136