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Escrito por Ap. Jota Moura   

Exercendo a Cidadania Política“ O político,  pensa na eleição seguinte; o estadista, na geração seguinte.” (James F. Clarke)

Em tempo de eleições, julgo indispensável trazer uma contribuição informativa e formativa à comunidade, na intenção de que assim fazendo, ajude a mesma a amadurecer no exercício da sua cidadania política. Apresento aqui o ensaio de um decálogo do voto ético e lúcido, considerando que a população brasileira votante na América do Norte,  se constitui num segmento numérico crescente.

I. O voto é intransferível e inegociável.   Com ele a pessoa expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa  refletir a compreensão que o cidadão tem do País, Estado e Município.

II. O cidadão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que líderes  influentes da comunidade tentem conduzir o voto numa outra direção.

III. Os líderes têm obrigação de orientar o povo sobre como votar com ética e discernimento.   No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário.

IV.  Os líderes devem ser lúcidos e democráticos.    Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos e questionados sem preconceitos.

V. Considere-se a diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a comunidade.  Isso deve levar os líderes a serem cautelosos ao conduzir processos político-partidários dentro da comunidade, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos, enfraquecendo assim, a força unida do “little Brazil”.

VI. Nenhuma pessoa deve se sentir obrigado a votar em certo candidato. Pelo simples fato de ele se confessar cidadão cristão/evangélico. Antes disso,  devem discernir se os candidatos são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas da justiça e da verdade.    E mais: é fundamental que o candidato queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma classe ideológica.

VII. Sempre que o/a cidadão/ã eleitor/a estiver diante de um impasse do tipo: "O candidato tal é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto", é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um "voto de confiança" a esse candidato, desde que ele tenha as qualificações para o cargo.  A confiança no candidato deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias.

VIII. Nenhum cidadão eleitor deve se sentir culpado. Tendo opinião política diferente da de seu grupo social ou mesmo líder religioso.   O líder religioso deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela.   No entanto, no âmbito político, a opinião dele deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

IX.  Os cidadãos eleitores devem votar agora, para Presidente da República.  Baseados em seu caráter e  programas de governo, e não apenas em função de "boatos" do tipo: "O candidato tal é ateu ou muçulmano ";  "O fulano vai continuar a guerra."  É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja, o poder de decidir o destino da nação sozinho. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

X.  Os fins não justificam os meios.   O/a eleitor/a cidadão/ã deve após votar, acompanhar a atuação do político eleito observando sua coerência parlamentar. Conquanto assumamos quê nos bastidores da política, haja acordos e composições de interesses, não se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostituição da consciência de um cidadão, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expansão de causas nobres.

Leia, participe, opine escrevendo para este colunista: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo                           Boston, Outubro 29, 2008


Jota Moura Rocha, maranhense, casado, convertido a Cristo em fevereiro 1963, ministro do Evangelho desde 1970, doutor em Teologia, advogado, filósofo, autor de várias obras literárias, presidente da CB’Shalom Internacional e da Basileia Apostolic Ministries, Inc., apóstolo membro da ICA-International Coalition of Apostles, presidida pelo Dr. Peter Wagner.  Reside em Boston, MA – EUA, onde pastoreia com sua esposa, Rev. Dr.  Regina Pinto Moura, a Shalom International Baptist Community of Boston.

 
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