|
“A liberdade é um bem tão apreciado que cada qual quer ser dono até da alheia”. Montesquieu
O ser humano pela sua constituição moral e espiritual tornou-se a coroa da criação. Daí adveio a sua dignidade. Possui atributos que não se encontram em nenhum outro ser. Ele pensa, raciocina, reflete. Aos demais seres terrestres faltam estes atributos. O ser humano é livre e dotado de razão, por isso age conforme os ditames de sua consciência. Ninguém pode obrigá-lo a agir contra sua consciência, a menos que o subjugue e escravize. Diferencia-se ainda dos animais, pelo fato de constituir um ser moral. Como tal, ele está sujeito à recompensa ou ao castigo, às sanções ou às aprovações e, por isso, se subordina à lei do dever. A dignidade humana ressalta, principalmente, no bom uso que faz de sua liberdade. A prática do bem e da virtude dignifica a criatura, eleva-a, exalta-a e a torna referência para os demais. A dignidade é para a sua vida como uma coroa de glória. Ela lhe orna toda a existência, em virtude da boa escolha que faz. Quais seriam então, os direitos e deveres que o dignificam?
O DIREITO HUMANO À LIBERDADE Fez Deus o ser humano livre. Não o fez um autômato. Deseja que ele o cultue sem ser obrigado. Ora, se o próprio criador dotou o ser humano da faculdade de escolher, de opção, de querer, como poderia o ser humano querer submeter seu semelhante à escravidão? No entanto, isso vem ocorrendo por muitos séculos, na história de todos os povos, quase sem exceção. A liberdade é um apanágio do ser humano. Indigno é aquele que procura tolher a liberdade de seu semelhante, pois, em assim fazendo, está ofendendo a própria dignidade do Criador e arrastando sobre si a maldição. Em 1941, o presidente Roosevelt enunciava a doutrina das quatro liberdades: liberdade da palavra e expressão, liberdade de culto, direito de não passar privações essenciais, direito à segurança. E em 1948, era proclamada a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, cujos trinta artigos constituem a Carta Magna da liberdade.
LIBERDADE COM RESPONSABILIDADE Liberdade implica em responsabilidade. O mesmo Deus que criou o ser humano livre, declarou que do bom uso de sua liberdade dependeria a sua felicidade. O mau uso da liberdade sempre lhe traz conseqüências desastrosas. O mesmo ocorre com o ser humano em sociedade. Sua liberdade está condicionada à liberdade de outros, sendo legítima enquanto não interferir nos direitos e na liberdade de outrem. Toda pessoa deve prezar sua liberdade e tudo fazer para garanti-la. Nunca deve permitir que a mesma venha a ser usada superlativamente ferindo a liberdade alheia. O grande princípio que deveria ser a norma de todos, se encontra nas sábias palavras de Cristo: “E como vós quereis que os outros vos façam, da mesma maneira fazei vós também”. Lucas 6.31. Todo ser livre é responsável, sendo mister, usá-la com sensatez, medindo sempre o grau de responsabilidade que envolve cada um dos seus atos.
LIBERDADE COMO DÁDIVA DO CRIADOR Só pode haver liberdade com o poder dadivoso do Eterno. Por isso, é justo que todos O busquem e O sirvam para ter liberdade plena. Aqueles que proscrevem Deus de seus planos, não têm um conceito real de liberdade, caindo no pantanal da libertinagem. Alguns sistemas de governo para realizar seus intentos de opressão, de aniquilamento da liberdade individual e social, tiram do povo o direito de saber sobre Deus. Consideram a idéia de Deus no Mundo como um anacronismo. O fato é que todos os sistemas totalitários, sejam eles de “esquerda” ou de “direita”, para atingirem seu desiderato, proscrevem Deus de todas as suas atividades, ensinando que uma cultura adiantada não o admite. Enganam-se redondamente. Os milhões que sofrem a tirania do totalitarismo, seja até em sistemas considerados democráticos, são o melhor atestado de que sem Deus não pode haver plena liberdade.
Leia, participe, opine escrevendo para este colunista:
Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo
Brasil, Outubro 13, 2008 Jota Moura Rocha, maranhense, casado, convertido a Cristo em fevereiro 1963, ministro do Evangelho desde 1970, doutor em Teologia, advogado, filósofo, autor de várias obras literárias, presidente da Rede de Igrejas CB’Shalom Internacional e do Ministério Basileia Apostolic Ministries, Inc., apóstolo membro da ICA-International Coalition of Apostles, presidida pelo Dr. Peter Wagner. Reside em Boston, MA – EUA, onde pastoreia com sua esposa, Rev. Dr. Regina Pinto Moura, a Shalom International Baptist Community of Boston.
|