Ultimas Atualizações
O Silêncio do Cordeiro de Deus | O Silêncio do Cordeiro de Deus |
|
|
|
| Escrito por John MacArthur, Jr. | |
|
Ao passar por alguma tribulação ou por um período de sofrimento, a maioria dos crentes faz estas perguntas a Deus: "Por que isto aconteceu?" ou "Onde foi que errei para merecer isto?" JESUS, O SOFREDOR INOCENTE Nosso Senhor Jesus Cristo, em seu próprio sofrimento e morte, é um inigualável exemplo da realidade de* que alguém pode estar completamente dentro da vontade de Deus, ser extremamente talentoso e usado por Deus no ministério, além de ser totalmente justo e obediente a Deus, mas ainda assim ser submetido a terríveis sofrimentos. Jesus foi julgado e condenado como criminoso, embora nada tivesse feito de errado. Ele era a última pessoa a merecer sofrimento e punição injustos, e, desta forma, dá-nos o exemplo de como devemos nos comportar ao sermos injustamente perseguidos. Examinemos mais de perto l Pedro 2.21, no que diz respeito ao significado de duas palavras gregas e no modo como, ao entendê-las, seremos ajudados em nossa relação a Jesus e ao sofrimento. A segunda parte do versículo diz: "Deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas". Esta idéia é paralela à admoestação de Paulo: "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições" (2 Tm 3.12). Nem todos os crentes sofrerão da mesma maneira ou na mesma intensidade, mas os que procuram andar no caminho da justiça que leva à glória, encontrarão tribulações, adversidades e sofrimentos. Para frisar sua afirmação sobre a impecabilidade de Jesus, Pedro citou a última frase de Isaías 53.9: "Nem na sua boca se achou engano" (l Pé 2.22). O primeiro e mais freqüente lugar onde o pecado se manifesta é na boca. O próprio Jesus já havia ensinado que o coração fala pela boca: "Mas o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias" (Mt 15.18,19, vide também Mt 12.34-37). Em l Pedro 2.23, o apóstolo continua suas reflexões. Desta feita, baseia-se em Isaías 53.7 que, na verdade, diz: "Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca". Assim, sem deixar de haver uma certa ironia, tanto Pedro quanto Isaías comparam o Cristo Sofredor, o Bom Pastor, a uma ovelha. É comumente sabido que as ovelhas não estão entre as criaturas mais inteligentes ou auto-suficientes. Um dicionário, numa definição secundária, refere-se a uma pessoa chamada de ovelha como "aquela que é uma criatura indefesa e inocente, ou que estivesse pronta para ser pega para servir de alimento ou ser tosquiada". Essa figura enfatiza o modelo que nosso Senhor desempenhou ao resistir o sofrimento. Ele revela sua humildade ao colocar-se à mercê de seus inimigos. Eles o injuriaram, provocaram-no, maltrataram-no, repetidamente, indo até o limite máximo de sua resistência, mas não conseguiram fazer com que Ele falasse de maneira pecaminosa. A afirmação de Pedro "Quando o injuriavam" (l Pedro 2.23) refere-se à natureza repetitiva dos maus-tratos sofridos por Jesus. O fato de o verbo no original estar no particípio, indicando ação repetitiva, serve para fortalecer nosso comentário anterior. Todos os relatos nos Evangelhos sobre os sofrimentos de Jesus frisam a silenciosa humildade com a qual Ele recebia tantos maus-tratos verbais e físicos (vide Mt 26.57-63; Mc 15.3-5; Lc 23.9; Jo 19.9). A grande maioria de nós pode se identificar muito mais facilmente com o apóstolo Paulo. Note como ele reagiu quando Ananias, o sumo sacerdote, mandou que um soldado o esbofeteasse. Então Paulo lhe disse: Deus te ferirá, parede branqueada; tu estás aqui assentado para julgar-me conforme a lei, e contra a lei me mandas ferir? E os que ali estavam disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus? E Paulo disse: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo (At 23.3-5). Contrário à nossa imagem de Paulo apresentada no capítulo 3, como um exemplo a ser seguido em tempos de aflição, eis aqui um episódio no qual Paulo falhou. Nesta ocasião em particular, a carne pecaminosa do apóstolo levou a melhor, mas isto nunca ocorrera com Jesus. Ele é o nosso modelo perfeito no modo como devemos controlar a língua em meio às perseguições ou aos sofrimentos injustos e de como suportá-los com paciência por causa da alegria que está para vir (Hb 12.2). A humildade silenciosa de Jesus está revelada em outra citação que Pedro faz de Isaías 53: "Não injuriava, e quando padecia não ameaçava" (l Pé 2.23). Em face de uma quantidade inacreditável de intensa crueldade física e verbal, e o assassínio da própria virtude, tudo isso injustificado, Jesus não revidou. Já que Ele é Deus, podia manter pleno controle sobre seus sentimentos e poderes. O Senhor poderia ter destruído todos os seus atormentadores e, instantaneamente, mandá-los para o inferno. Porém, uma vez mais, vemos Jesus dando-nos o exemplo perfeito de como devemos nos comportar em tempos de crise e tribulação injustas. O exemplo de Jesus de não dizer nada e de não responder na mesma moeda quando submetido a maustratos parece ser impossível de seguir. Mas Pedro mostra-nos como Jesus foi capaz de atingir tão alto padrão: Ele "entregava-se àquele que julga justamente" (l Pé 2.23). Foi assim que Jesus encontrou forças para resistir aos sofrimentos, e é assim que nós também devemos agir. |
| < Anterior |
|---|
|
Boston, MA
|
|||||||
![]() |
|
||||||
|
![]() WSW
|
||||||
| Mostrar mais Detalhes | |||||||
O que o crente não pode perder? O primeiro amor ao Senhor. Ap 2:4