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Importância Das Instituições & Pessoas PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Ap. Jota Moura   

Importância Das Instituições & PessoasPor muito tempo tenho ouvido a expressão "as pessoas passam, mas as instituições permanecem". Em geral esta frase tem sido dita em ocasiões quando alguma pessoa precisa ser "sacrificada" no quadro de uma equipe. Uma cuidadosa análise indica que precisamos refletir sobre os pressupostos que lastreiam uma afirmação dessa natureza.

1. A LINHA DO TEMPO QUE PASSA
Se a nossa visão partir do ponto de vista de uma linha do tempo, de fato as pessoas estão passando e as instituições estão permanecendo, pelo menos até que o mundo acabe e considerando-se apenas o aspecto físico da existência humana. Mas, por outro lado, é preciso fazer um retorno na compreensão da existência de uma instituição. E aqui parece-me que vale partir do raciocínio de Jesus sobre o sábado. Afinal ele não estava preocupado apenas em praticar cegamente as determinações sobre o sábado, mas em conhecer a natureza ou razão de ser do sábado. Para que existe o sábado? Relacionando-o ao ser humano, então a pergunta mudou-se para: "o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado". Seguindo o mesmo raciocínio, creio que devamos sempre perguntar para que existe uma instituição? Ela existe para as pessoa  ou as pessoas para ela? Ela deve existir em função de algum serviço a ser prestado ao ser humano, ou o ser humano deva existir em função dela? Por exemplo, um seminário, uma escola, existem em função das pessoas ou as pessoas é que devem existir em função dessas instituições?
Talvez alguém poderia responder de duas maneiras: (1) enquanto aluno, a instituição escola deve existir em sua função; (2) enquanto funcionário,ela deve ser a sua razão de existir, pelo menos em termos operacionais. De fato, se do ponto de vista como um funcionário, seja qual for seu nível de atuação, uma pessoa deixa de cumprir com excelência. o que se espera dela como equipe, não há razão para que essa mesma pessoa possa dizer que está contribuindo para que a instituição escola, em nosso exemplo, esteja cumprindo a sua principal razão de ser no processo educacional. Neste sentido, uma pessoa assim não está qualificada para o trabalho e precisa ser capacitada e treinada. Afinal a ineficiência gera turbulência funcional de uma equipe.

2. A IMPORTÂNCIA DO SER HUMANO
Mas se olharmos ainda mais um pouquinho sobre a importância que o ser humano tem na dimensão bíblico-teológica na história quotidiana, creio que há um outro lado da questão que também precisa ser relevado aqui. Por exemplo, se a nossa visão de uma linha cronológica transcender o tempo chamado no grego de kronoi, isto é, o tempo mensurável, e fizermos uma conexão da história do quotidiano com o kronoi de Deus, isto é, com a história e biografia de Deus, a linha do tempo que teremos transcenderá a vivência material e transpassará mesmo após o término da atual história humana. Afinal quando o presente mundo acabar, recomeçaremos a viver nos novos céus e terra. Assim, as instituições deverão existir em função das pessoas e não o inverso, à semelhança do que Jesus ensinou sobre o sábado. Mesmo trabalhando numa instituição, ela. existe para as pessoas, em função mesmo de ser uma viabilizadora da ação humana no cumprimento de uma missão compatível com a razão de ser da instituição. Assim, uma escola, um seminário existe em função dos alunos, mas também em função de seus funcionários e professores, conquanto seja ela um meio para que esses agentes operacionais exerçam seu papel em benefício dos alunos.
Novamente repito, que uma visão por esse ângulo não pode contemplar a ineficiência, O comodismo, o uso da instituição e seus recursos para benefícios ou vantagens pessoais, porque se isso ocorrer estaremos esgotando os recursos e meios que uma instituição deva ter para que sua razão de ser seja cabalmente cumprida.

3. APRENDENDO A TRABALHAR EM EQUIPE
Uma visão por esse outro ângulo implementa na realidade mais responsabilidade numa equipe, uma vez que se uma pessoa deixa de cumprir seu papel esperado, sobrecarregará outro membro do time. Além disso, essa outra visão resgata a pessoa humana como humana e não como mero objeto de trabalho ou como mão de obra útil. Cada membro da equipe passa ser considerado em sua individualidade, possuidor de características próprias (o famoso conceito de microcosmo dos antigos filósofos), de uma criatividade singular. É dessa forma que uma instituição, em vez de precisar de recursos humanos, precise na realidade de humanos com recursos. Assim, ao mesmo tempo que ninguém é insubstituível, pois ao deixar uma função outra pessoa poderá ocupar-lhe o lugar, ninguém é substituível, pois cada um de nós é rico em singularidades e detalhes. Assim, é possível compreender porque há tempos bons e tempos ruins em instituições, sejam quais forem. As pessoas não são meros registros num departamento pessoal, ou meros ornamentos que ocupam mesas e cadeiras no trabalho. Elas é que enriquecem a vida de uma instituição. Às vezes empobrecem, é verdade, mas neste caso. estão prestando um "desserviço" à comunidade. Precisamos considerar os membros de uma equipe não na área de despesas em nosso balanço contábil, mas na área patrimonial. Aliás um dos principais patrimônios de qualquer instituição.

4. LIDERANDO COM SABEDORIA
A administração contemporânea está redescobrindo a pessoa como humana é rica em contribuição para a comunidade. Li um recente artigo de Sill Gates onde ele fala de dez atitudes de um líder. Na maioria das vezes enfatiza o valor da pessoa como um potencial a ser cultivado e desenvolvido. Assim é nessa outra visão, que os membros de uma equipe numa instituição não podem ser meros consumidores da realidade, usuários. da vida, mas precisam ser capacitados, treinados e considerados como participantes de um todo. Cada um deve ser valorizado singularmente. Equipe realizada e motivada certamente cumpre bem o seu papel, assim, uma instituição poderá cumprir a sua razão de ser. Andando pelo centro novo de São Paulo com um grande amigo, fomos a uma livraria, depois de um tumultuado atendimento, eu lhe perguntei por que uma empresa de renome como aquela tinha um péssimo atendimento. A sua resposta veio como uma luz que ainda hoje me ilumina: em geral falta investir no funcionário, treiná-Io, recapacitá-Io. Aliás, você já imaginou se, depois da entrada do pecado no mundo, Deus quisesse por um fim em tudo? Felizmente ele investiu na pessoa reconquistando-a novamente. As instituições certamente passarão, mas nós permaneceremos e habitaremos a Jerusalém celestial. O mundo vai acabar, as instituições também vão, mas as pessoas, essas sim, permanecerão.
As biografias que passaremos a estudar, sobre heróis da fé cristã, é um resumo daquilo que realmente viveram em suas épocas. Que possamos tomar o exemplo de fé, amor pelas vidas e ousadia destes homens: Que na época em que vivemos hoje, ainda podemos ser “Heróis da Fé”. Possamos através da graça de Deus, pagar o preço que nos é proposto, a fim de manter a Igreja edificada, a defesa do Evangelho e a luta contra todo espírito que queira corromper as doutrinas da infalível Palavra de Deus. Que o Senhor vos abençoe!

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Boston, Setembro 15, 2008


OBS. Um Leitor atento observou um lapso referencial no primeiro artigo: a expressão “brava gente brasileira” pertence ao Hino da Independência e não ao Hino Nacional Brasileiro, como publicado. Grato por sua leitura atenta e contribuição valiosa.


Jota Moura Rocha, maranhense, casado, convertido a Cristo em fevereiro 1963, ministro do Evangelho desde 1970, doutor em Teologia, advogado, filósofo, autor de várias obras literárias, presidente da Rede de Igrejas  CB’Shalom Internacional e do Ministério  Basileia Apostolic Ministries, Inc., apóstolo membro da ICA-International Coalition of Apostles, presidida pelo Dr. Peter Wagner.  Reside em Boston, MA – EUA, onde pastoreia com sua esposa, Rev. Dr.  Regina Pinto Moura, a Shalom International Baptist Community of Boston.

 
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