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Escrito por Ap. Jota Moura   

Eles Froam Missionarios

Ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quen há de ir po nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.  (Is 6.8)

Aylward, Gladys (1902-1970)
Inglesa de espírito independente, aos 28 anos viajou por conta própria para a China depois de ter sido re­provada num treinamento de mis­sões. Iniciou seu trabalho numa es­talagem, pregando o evangelho a muleteiros, com os quais aprendeu o idioma chinês. Trabalhando como inspetora de uma lei que dizia res­peito a um costume das mulheres, percorreu diversos povoados, sem­pre anunciando o evangelho. Num ato de extrema dedicação, adotou quase cem órfãos durante a Segun­da Guerra. Ela conquistou o respei­to do povo chinês e tornou-se uma celebridade. Ao retornar à sua pá­tria, foi recebida até pela rainha e teve a sua vida contada em livro e em filme.

Brainerd, David (1718-1747)
Americano, abraçou a causa dos ín­dios, mas suas três primeiras tentati­vas foram penosas e infrutíferas. So­mente nos dois últimos anos de sua vida obteve algum êxito, entre os silvícolas de Nova Jersey. Sua carreira missionária durou apenas cinco anos, e ele morreu bem jovem, víti­ma da tuberculose. Mas foram os seus escritos biográficos, considerados clássicos da literatura cristã, que o projetaram no cenário histórico. Eles inspiraram grandes homens de Deus que vieram depois dele, inclusive o precursor das missões modernas, William Carey.


Carey, William (1761-1834)
Inglês filho de sapateiro, é cha­mado de "pai das missões moder­nas". Aportou na índia em 1793, trabalhando sete anos em Ben­gala e 34 no território dinamar­quês de Serampore. Traduziu a Bíblia para três idiomas - o bengalês, o sânscrito e o marati - e porções dela para outras lín­guas e dialetos. Fundou escolas cristãs e seculares, sendo convi­dado pelo governo indiano a ocu­par o alto posto de professor de línguas orientais em Calcutá. Sua influência e seu exemplo marca­ram para sempre a história das missões.

Carmichael, Amy (1867-1951)
Irlandesa, aos 24 anos foi enviada ao japão, mas não se adaptou ao cli­ma. Tentou ainda o Ceilão, até que se estabeleceu na índia, onde iniciou um corajoso trabalho de resgate, sal­vando meninas que eram vendidas aos templos hindus para trabalhar como prostitutas cultuais. Enfrentan­do o descrédito da missão que a en­viara - eles não acreditavam que tal situação fosse real - e as persegui­ções dos hindus, ela criou uma enti­dade, a Associação Dohnavur, que ao longo de sua existência libertou cen­tenas de meninas da prostituição. Nunca se casou e passou inválida os últimos vinte anos de sua vida, os quais aproveitou para escrever. Du­rante os 35 anos que passou na índia escreveu 35 livros.

Judson, Adoniram (1788-1850)
Americano, tentou primeiro iniciar um trabalho missionário na índia, mas acabou se estabelecendo na Birmânia em 1812. A tradição budista e a in­constância  do governo birmanês, que se mostrava ora condescendente, ora intolerante para com os missionári­os, foram os maiores obstáculos à sua missão. Devido a um rompimento de relações entre a Inglaterra e a Birmânia, todos os estrangeiros foram considerados espiões, e ele foi preso e condenado à morte. Porém, graças ao seu conhecimento da língua birmanesa - ele traduziu a Bíblia para esse idioma -, foi solto cerca de um ano e meio depois, para servir de intérprete nas negociações de paz en­tre os dois países.

Livingstone, David (1813-1873)
Escocês, foi sem dúvida o mais ce­lebrado missionário na história das missões inglesas. Competente ex­plorador, abriu o coração da África para o comércio e para o cristia­nismo. Seu grande desgosto foi ver que algumas de suas trilhas foram mais utilizadas para o tráfico de es­cravos do que para a obra missio­nária. Era muito amado pelos nati­vos, aos quais não cansava de falar sobre Jesus. Quando ele morreu, enterraram o seu coração sob uma árvore, o que era uma elevada de­monstração de honra. Seu corpo foi enviado à Inglaterra, onde foi se­pultado com uma pompa só reser­vada aos chefes de estado.

Moffat, Robert (1795-1875)
Escocês, é considerado um patriar­ca da obra missionária na África do Sul, onde trabalhou durante 53 anos, a maior parte desse tempo junto a tribo dos bechuanas, em Kuruman. Mas a sua fama chegava a outras tribos, cujos representan­tes às vezes viajavam centenas de quilômetros para ouvir a mensagem do evangelho. Era também respei­tado como diplomata. Durante os úl­timos 13 anos de sua vida tornou-se uma espécie de estadista missioná­rio, alertando o povo britânico so­bre as necessidades espirituais do continente africano.

Morrison, Robert (1782-1834)
Inglês, foi o pioneiro da obra missio­nária protestante na China, aportando em Cantão no ano 1807. Estudioso, tor­nou-se um profundo conhecedor da língua chinesa, sendo nomeado tradu­tor da Companhia das índias Orientais. Ele traduziu as Escrituras para o chinês e elaborou um dicionário chinês-inglês/inglês-chinês, uma obra monumental. Em 27 anos de trabalho, pôde contabilizar apenas 11 convertidos, mas sua missão principal era a de co­locar à disposição do povo chinês a Palavra de Deus no idioma deles. Cer­tamente os milhões de convertidos chi­neses dos dias atuais ainda lhe são devedores.

Paton, John (1824-1906)
Escocês, talvez o mais ilustre missi­onário dos mares do Sul. Ele diva­gou ao mundo os sofrimentos a que estavam sujeitos os obreiros naque­las ilhas: os costumes cruéis, as guer­ras tribais, o canibalismo, as agres­sões. Passou o final de sua vida conno estadista missionário, viajando pela Austrália, Grã-Bretanha e América do Norte, fazendo conferência» e levantando fundos para a obra mis­sionária nas Novas Hébridas.

Slessor, Mary (1848-1915)
Escocesa, enfrentou sozinha os pe­rigos da África Ocidental, sendo pi­oneira em regiões onde antes ne­nhum homem branco havia sobrevi­vido. Era respeitada pela maneira corajosa como interferia nas ques­tões tribais, combatendo os cruéis costumes pagãos e a feitiçaria e sen­do até requisitada como juíza em muitas disputas internas dos nativos. Ela trabalhou quarenta anos na Áfri­ca, e seu pioneirismo abriu caminho para outros missionários.

Taylor, James Hudson (1832-1905)
Inglês, foi o fundador da Missão para o Interior da China, organização que serviu de modelo a muitas outras entidades missionárias. Taylor é con­siderado o homem de maior visão missionária depois do apóstolo Pau­lo. Para melhor integrar-se ao povo, vestia-se como chinês e recomenda­va que todos na missão fizessem o mesmo. Trinta e oito anos após de­sembarcar em Xangai, a missão por ele fundada tinha representantes em todas as províncias chinesas e che­gou a ser a maior organização de missões estrangeiras do mundo.

 
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