| Do Centro Para a Circunferência |
|
|
|
| Escrito por Ap. Jota Moura | |
|
Muito honrou-me o persistente convite do Editor deste conceituado jornal para assinar esta nova coluna. Sem dúvida, uma desafiadora tarefa interativa com a comunidade. Aceitei o desafio não por julgar-me suficiente, porém, como oportunidade de reciclagem e interlocução com o povo que tanto amo. O título Cidadania Brazicana visa provocar a reflexão sobre a nova cultura miscigenativa e emergente entre os imigrantes brazi(originários do Brasil) canos(aculturados na América). Usamos deste neologismo para enfocar os desafios sócio-políticos desta meta-cidadania. Abriremos espaço para questionamentos, contribuições de terceiros e estudos de casos que lancem luz na construção das veredas fundamentais deste povo em gestação. Sem dúvida, o fenômeno imigratório brasileiro iniciado a partir da década de 1980, elegendo a América do Norte, o Japão e o Paraguai como países preferenciais entre outros da Europa, gerou um novo paradigma cultural para a “brava gente brasileira”, como cantado em nosso lindo hino nacional. Todos buscam uma cidade/país que seja o lar sonhado! Um lugar de oportunidades profissionais e acadêmicas. Um lugar de direitos iguais para todos. Um lugar de conquista não só do essencial à sobrevivência, mas de reservas para um futuro digno. Um lugar seguro onde o direito de ter é igual para todos. Um lugar onde a lei é igual para todos e todos deveriam ser iguais perante a lei. Enfim, um lugar onde a cidadania não fica ao revés da discriminação e preconceitos diversos. Alguém disse: “na organização e direção de uma comunidade emergente, o problema essencialmente básico é formular a idéia central a ser atingida.” Tenhamos um bom centro, que a circunferência tomará conta de si mesma. O centro aqui, diz respeito a o indivíduo; e a circunferência aplica-se à comunidade. Em outras palavras, a comunidade é o subproduto dos indivíduos que a compõem. Quanto mais esclarecidos e engajados nos desafios da construção social , os cidadãos e cidadãs se tornem, mais sólida e imbatível é a sociedade! Nas comemorações do próximo sete de setembro, quando aqui em Boston os brasileiros comemoram o 13º Festival da Independência, alusivo aos 186 anos da independência do Brasil, até então, sob o domínio de Portugal, aprendamos juntos a lição: UM POVO UNIDO JAMAIS SERÁ EXPLORADO! Ações individualistas e isoladas nunca construirão a base da circunferência comunitária. Outrossim, a história comprova que a unidade de um povo só pode ser consolidada a partir da unidade de suas lideranças. Líderes egocêntricos, personalistas, bairristas, manipulistas, partidaristas, complexistas, perfeccionistas, encrenquistas, penumbristas, monetaristas, oportunistas, situacionistas, maquiavelistas e quejandos jamais formarão a base da circunferência, pois só conseguem ver seu próprio núcleo(ego). Que se estimule e apóie na comunidade lideranças que ousem se expor nas vitrines da avaliação comunitária, levando em conta seu engajamento nas causas sociais, espirituais, políticas e outras que não sejam mero assistencialismo promocional de interesses jamais confessados. Que se crie nas diversas agências, entidades, associações, igrejas e outros órgãos válidos, espaço para diálogo e conscientização. É o que entre outros, esta coluna fará ensaios. Desta vez, basta. Feliz Festival da independência, brazicanos! Leia, participe, opine escrevendo para este colunista: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-loBoston, Setembro 01, 2008
-- Publicado no Jornal RefletirNews/Boston - Primeira Quinzena de Setembro 2008 -- Jota Moura Rocha, maranhense, casado, convertido a Cristo em fevereiro 1963, ministro do Evangelho desde 1970, doutor em Teologia, advogado, filósofo, autor de várias obras literárias, presidente da Rede de Igrejas CB’Shalom Internacional e do Ministério Basileia Apostolic Ministries, Inc., apóstolo membro da ICA-International Coalition of Apostles, presidida pelo Dr. Peter Wagner. Reside em Boston, MA – EUA, onde pastoreia com sua esposa, Rev. Dr. Regina Pinto Moura, a Shalom International Baptist Community of Boston. |
| < Anterior | Próximo > |
|---|
|
Boston, MA
|
|||||||
![]() |
|
||||||
|
![]() NW
|
||||||
| Mostrar mais Detalhes | |||||||
O que não falta no muito falar? A transgressão. Provérbios 10:19