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Arqueologia: O Clamor Das Pedras | Arqueologia: O Clamor Das Pedras |
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| Escrito por Autor Desconhecido | |
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Ao mesmo tempo em que crescia essa escola, crescia também a arqueologia, uma ciência que surgiu no início do século dezenove. Muitas pessoas se perguntavam a si mesmas se a arqueologia confirmaria as descobertas da alta crítica ou se confirmaria a historicidade da Bíblia. Seria a fantasia dos críticos confirmada pelos fatos ou seriam essas fantasias derrotadas pelos fatos? Talvez você tenha perguntado a si mesmo por que a Bíblia esta cheia de tantos detalhes, que para muitos parecem ser supérfluos diante da mensagem central da Bíblia. O capitulo 33 do livro de Números, por exemplo, contém uma lista de 42 lugares diferentes que se usaram no Êxodo. Em outros lugares da Bíblia, várias dezenas de cidades, reis, localidades e indivíduos são mencionados. Os leitores muitas vezes se atrapalham com tanta genealogia, nomes de pessoas e história e imaginam por que não se pode tirar fora tudo isso e ir direto a mensagem. O fato é que ao tentar ser editor da Bíblia, você vai retirar órgãos vitais sem o saber. O erudito R.A. Torrey disse que "a abundância de detalhes era como as marcas de filigrana no papel, que dava evidência indelével do tempo e do plano da manufatura". Como um detetive pode, mediante uma marca de filigrana do papel, dizer muita coisa sobre ele — sua origem, por exemplo — a arqueologia revela a partir desses detalhes uma imensa gama de informações sobre as Escrituras. Num tribunal, os advogados freqüentemente fazem muitas perguntas que parecem nada ter a ver diretamente com o caso em questão. Eles estão tentando averiguar, por meios que se corroboram uns aos outros, se a testemunha está dizendo a verdade ou se está mentindo. De acordo com um historiador, é impossível estabelecer-se uma mentira no meio de uma história bem conhecida. Assim como os detalhes são trazidos à luz e confirmados ou negados, assim a verdade é também confirmada ou negada. Um erudito diz o seguinte: "Para mim, a verdade absoluta e os detalhes locais (os quais não podem possivelmente ser inventados quando se espalham pela história ao longo de muitos séculos) dão uma prova quase absoluta da veracidade do relato. E esse tipo de prova nós temos sobre todas as partes da Bíblia." Julius Wellhausen foi um erudito alemão, especialista em assuntos orientais, que tinha credenciais suficientes e abundantes para fazer com que as pessoas ouvissem o que tinha a dizer. Em 1889 ele submeteu o capítulo 14 de Gênesis ao ataque da crítica. Esse capítulo relata que quatro reis da Mesopotâmia e Babilônia vieram até a Palestina e atacaram um grupo de cinco reis ao redor do Mar Morto, incluindo os reis de Sodoma e Gomorra. Eles derrotaram estes reis, saquearam suas cidades e levaram muitos cativos, entre os quais estava um homem chamado Ló, sobrinho de Abraão. Ao saber do ocorrido, Abraão reuniu seus servos e partiu em perseguição aos invasores, alcançando-os perto de Damasco (uma Jornada longa, para o Norte), e os enfrentou em dura batalha. Abraão os derrotou e resgatou Ló, sua família e seus bens. Os críticos insistiam em que não havia qualquer intercâmbio entre Babilônia e Palestina. Diziam eles que naqueles dias uma viagem dessa era impossível; não acontece. Wellhausen declarou: "Que quatro reis do Golfo Pérsico, no tempo de Abraão, tenham feito uma incursão na península do Sinai e que tenham nessa ocasião atacado cinco reizinhos do litoral do Mar Morto, levando prisioneiros de volta, e que Abraão os tenha perseguido acompanhado de 318 servos, retomando as vítimas e seus bens — todos esses incidentes são puras impossibilidades que não ganham nenhuma credibilidade pelo fato de terem ocorrido em um mundo que já passou." Agora, aquele mundo voltou à luz novamente. De suas tumbas, de localidades diferentes, altas vozes clamam de entre os mortos, e aquele mundo de impossibilidades mudou consideravelmente. Wellhausen não foi o único a manifestar tal opinião. O grande crítico Theodor Noldeke disse que o criticismo havia refutado para sempre a reivindicação bíblica de ser um livro histórico. E no entanto, essa e exatamente a pretensão do capítulo 14 de Gênesis.Como resultado de um trabalho extensivo de escavações, em 1890, nas areias secas do Egito, feitas pelo Dr. Flinders Petrie e outros, nós agora sabemos quem eram esses quatro reis do Golfo Pérsico. Fazendo-se a transliteração do semítico para o babilônico, descobrimos que o rei chamado Anrafel não é outro senão o famoso rei que conhecemos na história secular como Hamurabi. O grande Hamurabi, que nos deu o seu código de leis, e outros três reis, é que desceram e atacaram os monarcas do Mar Morto. Todos esses fatos foram demonstrados cabalmente e agora fazem parte da história. Os nomes dos reis foram devidamente verificados, bem como os lugares onde eles acamparam. Outra fonte de alegria para os críticos é que a Bíblia menciona centenas de reis, povos, cidades e mesmo nações que não são mencionadas pelos historiadores da antiguidade nem pela história secular. Se os historiadores não mencionaram uma determinada nação, obviamente essa nação não existiu. Uma das nações "míticas" contra quem os judeus teriam supostamente guerreado seriam os hititas (heteus), povo mencionado em oito diferentes capítulos do Velho Testamento. Um arqueologista famoso chegou a declarar que ele não acreditava que tivesse existido um povo com esse nome. Quando o Dr. Hugo Winckler foi àquela região fazer escavações onde supostamente teriam os hititas vivido, descobriu mais de quarenta de suas cidades, inclusive sua capital e uma série de monumentos que descreviam as suas atividades. Comentando um tratado entre o povo hitita e os egípcios, descrito na Bíblia, um crítico inglês disse que era mais provável um tratado entre os ingleses e os índios choctaws do que esse tratado entre hititas e egípcios. E eis que surge escrito na parede de um palácio desenterrado numa cidade egípcia o tratado por inteiro, o tratado celebrado entre os hititas e o Egito! Numerosas inscrições babilônicas provaram que os hititas eram uma superpotência localizada entre o Egito e a Babilônia, tão grande que o Egito e a Babilônia eram considerados tribos do povo hitita. A Bíblia diz que Faraó oprimiu os israelitas, e os obrigou a construir para ele as cidades-armazéns de Pitom e Ramassés. Nós conhecemos a história bíblica, de como eles tinham que construir com massa e palha. Depois eles tiveram que juntar a própria palha e finalmente tiveram que fazer os tijolos sem palha (Êx. 5). Quando Sir Flinders Petrie descobriu o local de Pitom e Ramassés ele descobriu coisas incríveis a respeito dessas cidades. Elas foram construídas com argamassa, algo que não se encontrou em nenhum outro lugar no Egito. E mais, as camadas inferiores foram construídas com tijolos que em vez de palha tinham restolho. Na segunda camada e na camada superior encontraram-se tijolos feitos sem palha. Por mais de cem anos os críticos persistem em dizer que Moisés não escreveu absolutamente o Pentateuco. Mas o Dr. William F. Albright, da Universidade Hopkins, talvez o arqueólogo americano de mais destaque no século vinte, diz que é "puramente hiper-criticismo negar o caráter substancialmente mosaico do Pentateuco". Existe também a história de Jericó. Josué enfrentou Jericó em batalha, mas os críticos dizem que isso nunca aconteceu. Simplesmente a pessoa não caminha ao redor de uma cidade e seus muros caem. Mas o que descobriu o professor John Garstang, arqueólogo inglês e autoridade em civilização hitita, quando foi ao local da cidade para escavar? Ele declara: "Em relação ao fato principal, não existe a menor dúvida de que as muralhas caíram para fora, de modo tão completo que os atacantes foram capazes de subir sobre os escombros, atravessar, e entrar na cidade. Por que isso é tão incomum? — Porque os muros de uma cidade não caem para fora. Normalmente eles caem para dentro, mas neste caso, pela atuação de um poder superior eles caíram para fora, como a Bíblia diz. Os críticos também disseram que a narrativa é uma tolice, porque o texto diz que os israelitas marcharam ao redor da cidade sete vezes em um dia. Não se pode caminhar ao redor de uma grande cidade de nossos dias, com cerca de 100.000 habitantes, e Jericó é descrita como uma grande cidade. Mas a investigação de Garstang revelou um fato interessante a respeito de Jericó — ela era menor do que a área ocupada por muitas comunidades religiosas. Tendo estado em Jericó muitas vezes, eu sei que eu poderia caminhar à sua volta sete vezes na parte da manhã e ainda jogar uma partida de tênis antes do almoço! Novamente provou-se que os críticos estavam errados. Albright diz o seguinte: “Até recentemente era moda os historiadores bíblicos tratarem os relates patriarcais do Gênesis como se eles fossem criações artificiais dos escribas israelitas do tempo do reino dividido. Ou talvez fossem lendas contadas em versos musicados com muita imaginação, sobre coisas tradicionais e populares, ao redor de fogueiras em Israel.” “Descobertas arqueológicas a partir de 1925 mudaram tudo isso. À exceção de alguns eruditos antigos intransigentes, dificilmente se encontra algum estudioso do assunto que não se tenha impressionado pelo rápido acúmulo de dados que sustentam a historicidade da tradição patriarcal.” Um artigo escrito por um desses críticos intransigentes, que saiu recentemente no "Miami Herald", proclama que não existe nenhum erudito em assuntos bíblicos que mantenha que os Evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João — tenham sido escritos pelos homens cujos nomes lhes servem de título. O autor do artigo afirma que todos os eruditos sabem disso e que ninguém acredita que esses homens escreveram o Evangelho que leva o seu nome. Aparentemente esse homem leu algum livro escrito por alguém que chegou a essa conclusão, uma idéia muito vaga no século dezenove, quando se supunha que os Evangelhos foram escritos no segundo e terceiro séculos. Agora, no entanto, foram descobertos manuscritos que datam de cem anos antes disso. Mesmo assim esses intransigentes ainda lançam conclusões do século passado em profusão, as quais já foram desacreditadas recentemente. "Muitos arqueólogos ficaram impressionados com o que descobriram", diz Albright. Muitos arqueólogos não ficaram impressionados apenas, eles se converteram. Um dos mais notáveis desses casos foi Sir William Ramsay. Ele era ateu, filho de ateus; ele era rico e ostentava um título de Doutor em Filosofia obtido em Oxford. Ele se entregou inteiramente à arqueologia, com a determinação de refutar a Bíblia. Partiu para a Terra Santa com a finalidade de desmoralizar o livro de Atos. Depois de 25 anos ou mais (ele escreveu muitos livros durante esse período), ele estava incrivelmente impressionado com a exatidão de Lucas em seus escritos e finalmente declarou que o livro de Atos era exato até no mais insignificante detalhe. Em suas tentativas para provar que a Bíblia estava errada, ele desenterrou centenas de coisas que confirmavam a historicidade do livro de Atos. Finalmente, em um de seus livros, ele causou um choque no mundo da crítica, ao declarar-se cristão. A maior autoridade do mundo no livro de Atos e viagens de Paulo se converteu por meio de suas escavações; bem como numerosos outros arqueólogos através dos séculos. Daniel era outro livro que especialmente encantava aqueles que queriam desmerecer a Bíblia. Uma das muitas coisas que eles tentavam contradizer era a informação bíblica de que Belsazar foi o último rei de Babilônia e que ele morreu no dia em que Ciro e seu exército entraram na cidade. Os historiadores seculares diziam que embora a Bíblia dissesse que Belsazar era filho de Nabucodonosor, Nabonido era filho de Nabucodonosor, e este sim é que foi o último rei de Babilônia. Dean Farrar, um dos críticos, disse: "Belsazar — a história nada sabe sobre esse rei". Se um historiador diz uma coisa e a Bíblia diz outra coisa, a incorreção é da Bíblia? Essa pressuposição é tão predominante na mente dos críticos que é surpreendente como eles chegam a tais conclusões continuamente, não importa o que os fatos revelem. Na cidade de Ur dos Caldeus, na Babilônia, foram descobertos quatro cilindros de argila, sobre o rei Nabonido. Eles se referiam à construção do templo da deusa Lua, em que havia uma oração dirigida a essa deusa, em favor do filho do rei — Belsazar. Descobriu-se que Belsazar e Nabonido juntos reinavam sobre a Babilônia. Nabonido governava no campo e Belsazar na capital. E mais, um desses cilindros declarava que Gobryas (o general do exército de Ciro) entrou em Babilônia e Belsazar morreu naquele dia. Belsazar é mencionado muitas vezes em relação a contratos de que ele participou, terras que comprou e coisas dessa natureza. Outra vez os críticos saíram-se mal! A confirmação arqueológica do dilúvio é enorme. Histórias do dilúvio dos dias de Noé foram encontradas em quase todas as civilizações do mundo. Entre as mais interessantes, destacamos a da Babilônia e da Acádia. Elas dão substancialmente a mesma descrição, exceto nas adulterações acrescentadas ao relato babilônico posterior, escrito 800 anos depois do relato de Moisés. Na Babilônia há um tablete de argila, no qual um dos seus reis manifesta seu prazer em ler os escritos daqueles que viveram antes do dilúvio.Os argumentos de que nem mesmo havia escrita no tempo de Moisés são agora respondidos com o conhecimento de que cinco séculos antes de Moisés, no tempo de Abraão portanto, havia bibliotecas com milhares de exemplares escritos. Sabemos ainda que bem mais de mil anos antes do tempo de Abraão, a escrita já era prática comum, e agora já se sabe até que os homens que viveram antes do dilúvio tinham sua escrita. Um outro tablete babilônico nos dá uma confirmação interessante. Noé foi a décima geração a partir de Adão, de acordo com a Bíblia, e esse documento babilônico dá o nome dos dez reis de Babilônia que viveram antes do dilúvio. Um outro tablete fornece o nome dos reis de Babilônia, e depois dos dez primeiros, surgem as palavras: "Veio o dilúvio..." E o tablete continua então. As pesquisas dos arqueólogos revelaram inumeráveis fatos que confirmam as Escrituras. Mais de 25.000 sítios arqueológicos relacionados com a Bíblia foram descobertos. Foram também descobertos registros de mais de dez mil eventos e indivíduos. O testemunho contínue mais recente da arqueologia, bem como todo o testemunho anterior, são definitivamente e uniformemente favoráveis às Escrituras tal como se apresentam, e não como os críticos a reconstroem. Diz o Dr. William Albright: "Não pode haver dúvida de que a arqueologia confirmou a substancial historicidade da tradição velho-testamentária." O cetismo excessivo demonstrado para com a Bíblia por parte das escolas de criticismo histórico importantes dos séculos dezoito e dezenove, que colocaram todas as fases da Bíblia num tempo posterior ao que tradicionalmente havia sido estimado, já foi desacreditado por descobertas uma atrás da outra. A exatidão de inumeráveis detalhes trouxe um crescente reconhecimento do valor da Bíblia como fonte de história. Millar Burrows, de Yale, observa: "Em muitos casos a arqueologia refutou os pontos-de-vista dos críticos modernos. Em vários exemplos foi demonstrado que esses pontos-de-vista se apoiavam em pressuposições falsas e em esquemas artificiais de desenvolvimento histórico. O ceticismo excessivo de muitos teólogos liberais não é oriundo de uma avaliação cuidadosa dos dados disponíveis, mas sim de uma enorme predisposição contra o sobrenatural." Sir Frederick Kenyou, do Museu Britânico, um dos grandes eruditos do nosso tempo, também chama a atenção para o fato de que a arqueologia confirma as Escrituras. Nelson Glueck, renomado arqueólogo judeu, diz: "Podemos declarar categoricamente que nenhuma descoberta arqueológica jamais contradisse uma referenda feita na Bíblia." Ele continua sua declaração sobre a quase incrível exatidão da memória histórica da Bíblia, particularmente quando vemos que ela é reforçada por fatos históricos. Ele declarou categoricamente que nenhuma descoberta da arqueologia contradisse qualquer fato referido na Bíblia.Vemos novamente que à medida que os críticos foram deixando de louvar a Cristo, como Deus disse, as pedras começaram a clamar! Através de todas as descobertas recentes na Palestina, no Egito, na Babilônia e em outros lugares, essas pedras têm mostrado que as Escrituras são realmente a inspirada Palavra de Deus. Em dezenas de milhares de detalhes, a Escritura tem sido comprovada como verdadeira. Não é por causa da falta de dados históricos que as pessoas não crêem na Bíblia ou não crêem em Cristo. Em vez disso, é pela falta de disposição moral para entregar sua vida a Cristo, para viver sob seu senhorio, que as pessoas não crêem em Cristo. É o problema moral que prende a maioria dos não crentes.Estas são algumas das razões por que eu creio na Bíblia. Eu creio no Cristo que ela descreve e que nos apresenta como o Salvador glorificado, ressurreto, vivo, que pode trazer paz, alegria e segurança a todos que se arrependem dos seus pecados e põem sua confiança nele, que morreu por nós. "Se estes se calarem, as pedras clamarão" (Luc. 19:40). |
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Davi foi ungido 3 vezes, obtendo uma gloriosa confirmação divina e humana. I Samuel 16:1-13. II Samuel 2:4. I Crônicas 11:1-3.